- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mobilizou 800 membros da Guarda Nacional em Washington, D.C., após um ataque a um funcionário federal.
- A decisão gerou críticas da prefeita de Washington, Muriel Bowser, que afirmou que a polícia local deve manter o controle da segurança.
- Dados oficiais mostram que os crimes violentos na cidade caíram 35% em 2024, o menor nível em mais de 30 anos.
- Trump descreveu a cidade como “insegura, suja e nojenta”, o que foi contestado por moradores e especialistas em segurança.
- Além da mobilização, Trump anunciou a desarticulação de acampamentos de sem-teto, sem informar sobre a realocação dos indivíduos.
Donald Trump mobilizou 800 membros da Guarda Nacional em Washington, D.C., alegando um aumento da criminalidade na cidade. A decisão foi tomada após um ataque a um funcionário federal, mas dados oficiais indicam que os crimes violentos caíram 35% em 2024, atingindo o menor nível em mais de 30 anos. A prefeita Muriel Bowser criticou a medida, afirmando que a polícia local continua sob seu comando e que a intervenção militar é desnecessária.
Durante uma coletiva, Trump descreveu a capital como “insegura, suja e nojenta”, o que gerou reações de moradores que não reconhecem a cidade em suas palavras. Allison Deschryver, residente há 25 anos, afirmou que Washington é uma cidade segura e que a presença da Guarda Nacional a deixa preocupada com a segurança de seus filhos. John Linko, consultor político, também contestou as afirmações de Trump, ressaltando que a criminalidade está em queda e que a narrativa do presidente é infundada.
A mobilização ocorre em um contexto de tensões entre Trump e Bowser, que já se manifestaram em confrontos anteriores. A prefeita, em resposta à intervenção, destacou a importância da autonomia da cidade e a necessidade de proteger os direitos dos cidadãos. A Lei do Governo Local de 1973 permite que Washington tenha um governo local, mas o Congresso mantém controle orçamentário.
Além da mobilização da Guarda Nacional, Trump anunciou a desarticulação de acampamentos de sem-teto, sem especificar onde os indivíduos seriam realocados. A presença militar na cidade levanta questões sobre a eficácia da intervenção em um cenário de queda nas taxas de criminalidade e sobre a autonomia de Washington, D.C.
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