- O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, lançou um site publicitário para promover sua gestão.
- O site foi criado pela agência Filadélfia e não utiliza o domínio oficial “gov.br”.
- O novo slogan do governo é “Aqui o trem prospera” e destaca a criação de um milhão de empregos com carteira assinada.
- O site omite informações sobre investimentos federais, como a construção de unidades básicas de saúde, que incluem recursos do governo federal.
- A estratégia de comunicação ocorre enquanto Zema se prepara para anunciar sua pré-candidatura à Presidência em um evento em São Paulo.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, lançou recentemente um site publicitário para promover sua gestão, enquanto se prepara para anunciar sua pré-candidatura à Presidência em um evento em São Paulo no próximo fim de semana. O site, que não utiliza o domínio oficial “gov.br”, foi criado pela agência Filadélfia, envolvida em polêmicas devido a vínculos com ex-sócios de Marcos Valério, condenado no escândalo do mensalão.
A página, que entrou no ar em 17 de julho, destaca o novo slogan do governo, “Aqui o trem prospera”, e apresenta realizações como a criação de 1 milhão de empregos com carteira assinada. Contudo, também menciona promessas não cumpridas, como a construção de hospitais regionais. O governo afirma que cinco unidades estão “em fase final de construção”, com entrega prevista até o fim de 2024, mas o hospital de Juiz de Fora não está contabilizado.
Investimentos e Omissões
Além disso, o site menciona a construção de 317 unidades básicas de saúde, mas omite que parte desse investimento é oriunda do governo federal, que anunciou a entrega de 51 unidades no estado através do Novo PAC. A falta de transparência sobre a origem dos recursos federais levanta questionamentos sobre a gestão de Zema.
A criação do site e a escolha da agência responsável geram críticas, especialmente em um momento em que o governador busca ampliar sua visibilidade política. A estratégia parece ser uma tentativa de consolidar sua imagem antes da corrida presidencial, mas a omissão de informações relevantes pode impactar a percepção pública sobre sua administração.
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