- O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, é acusado de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro.
- A defesa de Garnier apresentou alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo sua absolvição dos cinco crimes pelos quais é indiciado.
- As acusações se baseiam em depoimentos de generais que afirmam que Garnier apoiou ações golpistas em reuniões com Bolsonaro em dezembro de 2022.
- Garnier nega ter oferecido tropas para atos golpistas e sua defesa questiona a memória do general Marco Antônio Freire Gomes sobre as reuniões.
- O julgamento está previsto para setembro, com a Procuradoria-Geral da República já pedindo a condenação dos réus, que incluem Bolsonaro e ex-ministros.
O ex-comandante da Marinha, Almir Garnier Santos, enfrenta acusações de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado durante o governo de Jair Bolsonaro. A defesa de Garnier apresentou suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando sua absolvição dos cinco crimes pelos quais é indiciado, incluindo a tentativa de golpe.
As acusações surgem de depoimentos de generais que afirmam que Garnier manifestou apoio a ações golpistas em reuniões com Bolsonaro em dezembro de 2022. O general Marco Antônio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, relatou que, após o segundo turno das eleições, Bolsonaro discutiu a possibilidade de utilizar medidas como GLO e estado de defesa. Segundo Gomes, Garnier se colocou à disposição para ações que poderiam comprometer a democracia.
Acusações e Defesa
Garnier é acusado de cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Durante seu depoimento, o almirante negou ter oferecido tropas para qualquer ato golpista. Sua defesa argumentou que o general Freire Gomes não recordava reações de Garnier nas reuniões em questão.
O prazo para a apresentação das alegações finais dos réus se encerrou nesta quarta-feira. Agora, cabe ao relator, ministro Alexandre de Moraes, preparar seu voto e liberar o caso para julgamento, que deve ocorrer em setembro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou, pedindo a condenação dos réus.
Contexto do Julgamento
Além de Garnier, outros réus incluem Bolsonaro e ex-ministros de seu governo, como Walter Braga Netto e Augusto Heleno. O tenente-coronel Mauro Cid, que fez um acordo de delação premiada, também está entre os acusados. A expectativa é que o julgamento traga desdobramentos significativos para a política brasileira, considerando a gravidade das acusações e o contexto histórico em que ocorreram.
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