- O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, tentou agendar uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro para discutir a ofensiva de Donald Trump sobre o Brasil.
- A reunião não ocorreu devido à prisão de Bolsonaro em 4 de agosto.
- Aliados de Bolsonaro confirmaram que ele havia manifestado interesse em se encontrar com Mendes no dia de sua prisão.
- Gilmar Mendes condicionou a reunião a um “pacto de silêncio” do deputado Eduardo Bolsonaro, que frequentemente critica o STF, mas essa condição não foi atendida.
- Com a prisão de Bolsonaro, os canais de diálogo entre Mendes e o bolsonarismo foram severamente limitados.
Em meio a um cenário de tensão entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o bolsonarismo, o decano da Corte, Gilmar Mendes, buscou agendar uma reunião com Jair Bolsonaro para discutir a ofensiva de Donald Trump sobre o Brasil. O encontro, no entanto, não ocorreu devido à prisão do ex-presidente, que aconteceu em 4 de agosto.
Aliados de Bolsonaro confirmaram que, no dia de sua prisão, ele havia manifestado a intenção de se reunir com Mendes. O ministro, por sua vez, afirmou a interlocutores que foi sondado, mas que a situação tornava a reunião inviável. A prisão de Bolsonaro foi determinada por Alexandre de Moraes, em um contexto em que o governo americano já havia sancionado oito ministros do STF, incluindo Moraes, pela Lei Magnitsky.
Tentativas de Distensionamento
A proposta de encontro entre Mendes e Bolsonaro partiu do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, que é próximo a ambos. Contudo, o decano do STF condicionou a reunião a um “pacto de silêncio” por parte do deputado Eduardo Bolsonaro, que frequentemente ataca o Supremo. Essa condição não foi atendida, e a comunicação entre Mendes e o núcleo bolsonarista permanece restrita.
Gilmar Mendes, que durante o governo Bolsonaro havia indicado seu chefe de gabinete para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), tentava se posicionar como um interlocutor em busca de um ambiente mais pacífico. Entretanto, com a prisão de Bolsonaro, os canais de diálogo foram severamente limitados, e o ex-presidente está proibido de se comunicar com aliados por meio de celulares.
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