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Braga Netto nega envolvimento em ações antidemocráticas em defesa final

Braga Netto contesta acusações de golpe e aponta parcialidade do relator, enquanto aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Interrogatório de réus do núcleo crucial da ação penal 2668 que julga a tentativa de golpe de estado; na foto Walter Braga Netto (Foto: Reprodução/TV Justiça)
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  • Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, apresentou suas alegações finais em um processo que o acusa de tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022.
  • Ele está preso desde dezembro de 2022 por obstrução de Justiça.
  • Na defesa, Braga Netto afirma que as acusações são baseadas em “deturpações e ilações infundadas” e contesta a imparcialidade do relator Alexandre de Moraes.
  • A defesa argumenta que as provas contra ele se baseiam em uma delação ilícita e em imagens manipuladas de conversas no WhatsApp.
  • Com a entrega das alegações, o ministro Alexandre de Moraes poderá elaborar seu relatório e agendar o julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-ministro da Defesa e general da reserva Walter Braga Netto apresentou suas alegações finais na ação que o acusa de participar de uma tentativa de golpe de Estado no Brasil após a eleição de 2022. Ele está preso desde dezembro de 2022 por obstrução de Justiça.

Na defesa, Braga Netto argumenta que as acusações são baseadas em “deturpações e ilações infundadas”. A peça jurídica destaca a suposta parcialidade do relator Alexandre de Moraes, afirmando que ele não pode ser considerado imparcial, já que a denúncia o aponta como uma das vítimas. Os advogados do general sustentam que as provas contra ele se resumem a uma delação ilícita de Mauro Cid e a imagens manipuladas de conversas no WhatsApp.

A defesa também alega que o processo está “maculado por nulidades” desde o início e que não há evidências de que Braga Netto tenha participado de qualquer tentativa de ruptura da ordem democrática. O prazo para a apresentação das alegações finais se encerrou na quarta-feira, 13.

Com a conclusão dessa etapa, o ministro Alexandre de Moraes agora poderá elaborar seu relatório e solicitar uma data para o julgamento na Primeira Turma do STF. As sessões de setembro já estão reservadas para esse fim, conforme apuração do Estadão.

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