- O corregedor da Câmara dos Deputados, Diego Coronel, intimou 14 deputados a apresentarem suas defesas em cinco dias.
- A medida é uma resposta à obstrução que paralisou os trabalhos da Casa por mais de 30 horas.
- A investigação pode durar até 45 dias, mas Coronel promete agilidade na análise.
- A obstrução foi motivada por demandas da oposição, que exigiu pautas sobre anistia e foro privilegiado.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, enviou a representação à Corregedoria em vez de aplicar sanções diretas.
O corregedor da Câmara dos Deputados, Diego Coronel (PSD-BA), intimou 14 parlamentares a apresentarem suas defesas em um prazo de cinco dias, em resposta à obstrução que paralisou os trabalhos da Casa por mais de 30 horas na semana passada. A investigação, que se inicia agora, pode levar até 45 dias, mas Coronel se comprometeu a agir com agilidade.
A obstrução foi motivada por demandas da oposição, que exigiu a discussão de pautas como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado. Embora essas questões não tenham sido incluídas na ordem do dia, a oposição promete retomar o debate sobre o foro na próxima semana, apesar da falta de consenso entre os líderes partidários.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por encaminhar a representação à Corregedoria em vez de aplicar sanções diretamente ou remeter o caso à Comissão de Ética. Coronel explicou que cada caso será analisado individualmente, em um procedimento semelhante a uma audiência formal.
Se a Corregedoria considerar as representações procedentes, o processo seguirá para a Mesa Diretora, que encaminhará os pedidos de suspensão ao Conselho de Ética. Este terá três dias úteis para votar as solicitações, e, se não houver recurso ao plenário, a decisão será confirmada.
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