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Filho de bicheiro revela temores de morte em conversas de celular vazadas

Mensagens revelam negociações tensas entre Haylton e contraventores, culminando em ameaças e seu assassinato em 2017

Haylton Carlos Gomes Escafura, filho do bicheiro Piruinha, foi executado dentro de hotel (Foto: Reprodução)
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  • Haylton Carlos Gomes Escafura, filho do bicheiro Piruinha, foi assassinado em 14 de junho de 2017, no Hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
  • O crime ocorreu seis meses após sua saída da prisão e foi realizado com mais de 20 tiros.
  • Mensagens de Haylton revelam negociações com Marcelo Cupim e seu braço direito, Chuca, sobre a retomada de pontos do jogo do bicho.
  • O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) aponta que a relação entre Haylton e Cupim se deteriorou, levando Haylton a temer por sua vida.
  • Haylton chegou a afirmar que “Cupim teria que matá-lo”, o que se concretizou pouco tempo depois.

Haylton Carlos Gomes Escafura, filho do bicheiro Piruinha, foi assassinado em 14 de junho de 2017, no Hotel Transamérica, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O crime, que resultou em mais de 20 tiros, ocorreu apenas seis meses após sua saída da prisão. Mensagens extraídas de seus celulares revelam que Haylton já havia recebido ameaças de Marcelo Cupim, contraventor envolvido em sua morte.

As mensagens indicam que Haylton estava em negociações com Cupim e seu braço direito, Chuca, para retomar pontos do jogo do bicho que pertenciam a seu pai. O relatório do Ministério Público do Rio (MPRJ) aponta que a relação entre Haylton e Cupim se deteriorou, levando Haylton a temer por sua vida. Em uma mensagem, ele expressa: “Já não chega ele me ameaçar”.

A análise dos dados telefônicos mostra que Haylton pretendia pagar R$ 500 mil para reaver os pontos, além de um adiantamento de R$ 50 mil já realizado por Piruinha. Contudo, Cupim exigiu mais dinheiro, o que gerou desconfiança e tensão nas negociações. Em conversas, Haylton menciona que a situação estava “feia” e que seu pai estava “pilhado”, indicando a gravidade do conflito.

A primeira remessa de R$ 550 mil foi entregue por Haylton em uma boate de Cupim, onde ele expressou preocupação com um possível ataque. Após essa entrega, Haylton relatou que Cupim havia inventado novas despesas, elevando o total a mais de R$ 3 milhões. Em um momento de desespero, ele chegou a afirmar que “Cupim teria que matá-lo”, o que se concretizou pouco tempo depois. Uma testemunha confirmou que Haylton estava receoso após deixar a prisão, prevendo que sua vida estaria em risco.

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