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‘Guerra moderna: táticas inovadoras de ‘azarões’ desafiam potências globais’

Houthis intensificam ataques no Mar Vermelho, desafiando forças navais e alterando dinâmicas de guerra na região e na Ucrânia

Guerra do Século XXI - Inovações Táticas (Foto: Arte O GLOBO)
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  • Os houthis, com apoio do Irã, realizam ataques inovadores no Mar Vermelho, desafiando forças navais dos Estados Unidos e de Israel.
  • Apesar de não controlarem totalmente o Iémen, os houthis causam distúrbios significativos em rotas marítimas essenciais, onde transita doze por cento do comércio global.
  • Armados com tecnologia iraniana, os rebeldes utilizam mísseis e drones em uma estratégia de bloqueio naval sem precedentes.
  • A guerra entre Israel e grupos como Hamas e Hezbollah demonstra que capacidades ofensivas baratas podem superar sistemas de defesa tradicionais.
  • Na Ucrânia, a adaptação de tecnologias civis e soluções inovadoras tem sido crucial, com pequenas unidades militares utilizando mísseis antitanque para romper paradigmas militares.

Os conflitos recentes na Europa e no Oriente Médio evidenciam a eficácia de táticas não convencionais e o uso de tecnologia militar emergente. Os houthis, com apoio do Irã, têm realizado ataques inovadores no Mar Vermelho, desafiando forças navais dos EUA e Israel, enquanto a Ucrânia adapta suas estratégias em resposta a novos paradigmas de guerra.

Os houthis, apesar de não controlarem totalmente o Iémen, têm causado distúrbios significativos em rotas marítimas essenciais, onde 12% do comércio global transita. Armados com tecnologia iraniana, os rebeldes atacaram navios mercantes e de guerra, utilizando mísseis e drones em uma estratégia de bloqueio naval sem precedentes. O professor Sandro Teixeira Moita, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, destacou que os houthis estão realizando um bloqueio naval sem embarcações, algo que antes parecia impossível.

As táticas dos houthis evoluíram, passando de ataques isolados para enxames de drones, dificultando a detecção e a interceptação. Embora o Comando Central dos EUA (Centcom) afirme que nenhum navio foi atingido diretamente, as ações dos rebeldes resultaram em prejuízos significativos, incluindo a perda de caças F/A 18 Super Hornet do porta-aviões USS Harry Truman.

Revolução Militar

A transformação no emprego do poder militar não é exclusiva dos houthis. A guerra entre Israel e grupos como Hamas e Hezbollah também ilustra como capacidades ofensivas baratas podem superar sistemas de defesa tradicionais. Gunther Rudzit, professor de Relações Internacionais, observa que a defesa contra enxames de drones pode ser feita com armas de energia concentrada, como sistemas de laser que Israel está desenvolvendo.

Além disso, a guerra na Ucrânia tem influenciado a forma como as forças armadas repensam suas capacidades. O Exército americano, por exemplo, suspendeu o desenvolvimento de um novo helicóptero de ataque, reconhecendo que o reconhecimento aéreo mudou fundamentalmente. O general Randy George afirmou que sensores e armas não tripuladas estão se tornando mais acessíveis e eficazes.

A adaptação de tecnologias civis e a incorporação de soluções inovadoras têm sido cruciais para a Ucrânia, que, mesmo com um orçamento de defesa limitado, tem rompido paradigmas militares. As pequenas unidades militares, equipadas com mísseis antitanque, são um exemplo de como o Brasil também está aprendendo com esses conflitos.

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