- A Justiça de São Paulo manteve as prisões temporárias de Sidney Oliveira, da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, da Fast Shop, na Operação Ícaro.
- As detenções visam evitar a intimidação de funcionários durante os depoimentos.
- O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) argumentou que os executivos poderiam pressionar subordinados se estivessem em liberdade.
- A operação investiga um esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda, com propinas superiores a R$ 1 bilhão.
- Outras empresas, como Allmix Distribuidora e Rede 28 Postos de Combustíveis, também estão sob investigação.
A Justiça de São Paulo decidiu manter as prisões temporárias de Sidney Oliveira, proprietário da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, na Operação Ícaro. As detenções visam evitar a intimidação de funcionários durante os depoimentos que ocorrerão nos próximos dias.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) argumentou que os executivos poderiam pressionar seus subordinados se estivessem em liberdade. As prisões têm duração de cinco dias e foram confirmadas após a audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda. O juiz responsável, Alex Freitas Lima, determinou que Sidney permanecesse algemado durante a audiência, citando preocupações com a segurança.
Esquema de Corrupção
A Operação Ícaro investiga um suposto esquema de corrupção na Secretaria da Fazenda de São Paulo, onde empresas varejistas teriam pago mais de R$ 1 bilhão em propinas a auditores fiscais para a liberação de créditos tributários. Além da Ultrafarma e da Fast Shop, outras grandes empresas do setor estão sob investigação.
Os promotores destacaram que os executivos ainda estariam operando o esquema, o que reforça a necessidade de suas prisões. A operação revelou que um auditor teria pago R$ 1,2 milhão a um ex-procurador para que Sidney fechasse um acordo com a Promotoria. Durante as buscas, foram encontrados R$ 1,8 milhão e esmeraldas.
Colaboração e Novas Investigações
O MP-SP também recebeu manifestações de interesse em delação premiada por parte de advogados de presos na operação. A Secretaria da Fazenda de São Paulo está revisando seus processos relacionados a créditos tributários e se comprometeu a colaborar com as autoridades.
A investigação continua em andamento, com o MP-SP buscando identificar todos os envolvidos no esquema. Além de Ultrafarma e Fast Shop, empresas como Allmix Distribuidora e Rede 28 Postos de Combustíveis também estão sendo investigadas. O auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, apontado como o principal operador do esquema, foi preso e é acusado de facilitar a liberação de créditos de ICMS em troca de propinas.
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