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Palestine Action enfrenta consequências após prisões em massa e proibição iminente

Mais de setecentas prisões por apoio à Palestine Action geram tensões entre a polícia e manifestantes, incluindo idosos, no Reino Unido

A idade média dos presos era de 54 anos, segundo a polícia, com 112 acima de 70 anos. (Foto: Reuters)
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  • Mais de setecentas pessoas foram presas no Reino Unido desde julho por apoiar a Palestine Action, que foi classificada como organização terrorista.
  • Durante um protesto na Parliament Square, quinhentas e vinte e duas pessoas foram detidas sob suspeita de violar leis antiterrorismo.
  • A média de idade dos detidos é de cinquenta e quatro anos, com cento e doze manifestantes acima de setenta anos.
  • Desde a proibição, três pessoas foram formalmente acusadas de apoiar a organização, e o governo enfrenta desafios legais sobre a validade da proibição, que será decidida em um julgamento no outono.
  • A cofundadora da Palestine Action, Huda Ammori, afirmou que o sistema não consegue lidar com a resistência de milhares de pessoas.

Mais de 700 pessoas foram presas no Reino Unido desde julho por apoiar a organização Palestine Action, recentemente classificada como terrorista. Os protestos em apoio ao grupo têm gerado tensões entre manifestantes e a polícia, que enfrenta dilemas ao lidar com manifestantes idosos.

Durante um protesto na Parliament Square, 522 pessoas foram detidas sob suspeita de violar leis antiterrorismo, um número que representa mais do que o dobro das prisões por esse motivo em 2024. A média de idade dos detidos é de 54 anos, com 112 manifestantes acima de 70 anos. A situação se torna cada vez mais complexa, com o governo enfrentando desafios legais sobre a validade da proibição, que será analisada em um julgamento no outono.

Desde a proibição, três pessoas foram formalmente acusadas de apoiar a Palestine Action. O diretor de processos judiciais, Stephen Parkinson, precisou consultar o Gabinete do Procurador Geral antes de prosseguir com as acusações, o que pode atrasar o processo para a maioria dos detidos. A expectativa é que os casos levem meses, ou até mais de um ano, para serem julgados.

A cofundadora da Palestine Action, Huda Ammori, afirmou que “o sistema não consegue lidar quando milhares resistem”. A organização planeja novas manifestações em setembro, buscando aumentar a pressão sobre o governo para reverter a proibição. A situação é vista como uma batalha política e de relações públicas, além de legal.

A proibição da Palestine Action é justificada pelo governo com base em danos materiais significativos e atividades consideradas violentas. No entanto, a defesa argumenta que o grupo não promove a violência. A decisão do tribunal sobre a legalidade da proibição poderá determinar o futuro da organização e das pessoas presas, podendo levar à liberação dos detidos se a proibição for considerada injustificada.

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