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Anotações de Augusto Heleno revelam investigações e cobranças sobre vacinas

Anotações da agenda de Augusto Heleno revelam espionagem de opositores e abusos de poder durante o governo Bolsonaro, intensificando investigações

O ex-ministro de Jair Bolsonaro, o general Augusto Heleno. (Foto: Evaristo Sa/AFP)
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  • A Polícia Federal apreendeu a agenda do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
  • As anotações revelam práticas de espionagem e monitoramento de opositores durante o governo de Jair Bolsonaro.
  • A agenda contém mais de 100 páginas, incluindo referências a figuras do Partido dos Trabalhadores (PT) e menções a um possível planejamento de discussões com Bolsonaro.
  • Entre os nomes citados estão o ex-deputado Vicente Cândido e outros políticos do PT, além de anotações sobre o empresário Allan Lucena, desafeto de Jair Renan Bolsonaro.
  • As revelações levantam novas questões sobre abusos de poder e o uso de órgãos de segurança para interesses pessoais.

Uma agenda do general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi apreendida pela Polícia Federal e revela práticas de espionagem e monitoramento de opositores durante o governo de Jair Bolsonaro. As anotações, que somam mais de 100 páginas, incluem referências a figuras do PT e indicam que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) estava “de olho” em alguns deles.

Entre os nomes citados, destaca-se o ex-deputado Vicente Cândido, comparado a João Vaccari, ex-tesoureiro do PT. A agenda contém uma anotação que sugere que Heleno planejava discutir assuntos com Bolsonaro, além de mencionar outros políticos do partido, como Alexandre Padilha e José Eduardo Cardozo. Também foram registradas frases que levantam suspeitas sobre a atuação da Abin e da Polícia Federal, como “PF preparando uma sacanagem grande”.

Monitoramento de Desafetos

Outra parte da agenda menciona o empresário Allan Lucena, desafeto de Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente. Lucena havia relatado suspeitas de monitoramento em 2021, quando um agente da PF, cedido à Abin, foi identificado como responsável. As anotações indicam que a Abin estava investigando Lucena em relação a um veículo que teria sido repassado a ele, levantando questões sobre o uso de órgãos de segurança para proteger interesses pessoais da família Bolsonaro.

Heleno não se manifestou sobre o conteúdo das anotações, que agora são parte de uma investigação mais ampla sobre abusos de poder durante o governo anterior. A revelação das anotações intensifica as discussões sobre a utilização de estruturas governamentais para fins pessoais e políticos, evidenciando um cenário de tensões que ainda impacta a política brasileira.

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