- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, publicou um decreto em 12 de agosto que estabelece novas regras para a expansão imobiliária no Arco Jurubatuba.
- O plano tem validade de 30 anos e visa incentivar a construção de habitações sociais e populares em áreas como Campo Limpo, Vila Andrade e Santo Amaro.
- O decreto oferece incentivos financeiros para a construção de prédios destinados a famílias com renda de até dez salários mínimos.
- As habitações de interesse social poderão aumentar em até 50% o coeficiente de aproveitamento, enquanto as de mercado popular poderão aumentar em 25%.
- A gestão Nunes se compromete a investigar irregularidades relacionadas a unidades licenciadas que podem ter sido destinadas a famílias com renda superior à permitida.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, publicou um decreto nesta terça-feira (12) que estabelece novas regras para a expansão imobiliária no Arco Jurubatuba, com validade de 30 anos. O plano visa incentivar a construção de habitações sociais e populares em áreas como Campo Limpo, Vila Andrade e Santo Amaro, buscando transformar a paisagem urbana da região.
O decreto prevê incentivos financeiros para a construção de prédios voltados a famílias com renda de até dez salários mínimos. As habitações de interesse social (HIS) e de mercado popular (HMP) poderão ter um aumento significativo na área construída, permitindo que empreendimentos com HIS ampliem em até 50% o coeficiente de aproveitamento, enquanto os com HMP poderão aumentar em 25%.
A gestão Nunes reconhece a desconfiança em relação a esses projetos, especialmente após denúncias de que 17% das unidades licenciadas desde 2022 podem ter sido destinadas a famílias com renda superior à permitida. Para mitigar esses problemas, a prefeitura se compromete a investigar as irregularidades.
Desafios Urbanos
A região do Arco Jurubatuba enfrenta desafios como a desindustrialização e a presença de solo contaminado, resultante de seu passado industrial. O plano também permite a flexibilização de usos em terrenos maiores, visando otimizar o aproveitamento do espaço urbano.
Embora o projeto busque revitalizar áreas subutilizadas, ele é alvo de críticas. Especialistas apontam que a expansão imobiliária pode agravar o trânsito e elevar os preços dos imóveis, sem garantir a infraestrutura necessária para suportar o crescimento populacional. A gestão Nunes, no entanto, defende que a estratégia é parte de um esforço contínuo para transformar São Paulo em uma cidade mais inclusiva e sustentável.
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