- O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, aprovou a construção de 3.401 casas na área E1, que separa Jerusalém Oriental da Cisjordânia.
- O plano estava congelado desde 2012 e foi reativado em um contexto de aumento da violência contra comunidades palestinas.
- Smotrich afirmou que a construção “enterrará a ideia de um Estado palestino”, desafiando a comunidade internacional.
- Organizações como a Peace Now alertam que essa expansão compromete a viabilidade de um futuro acordo de paz.
- A violência contra palestinos aumentou, com mais de 750 ataques registrados na primeira metade de 2023.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, anunciou a aprovação da construção de 3.401 casas na área E1, uma região estratégica que separa Jerusalém Oriental da Cisjordânia. Essa decisão, que desafia a criação de um Estado palestino, foi divulgada em um contexto de crescente violência contra comunidades palestinas e pressão internacional.
O plano, que estava congelado desde 2012, foi reativado em meio a um aumento significativo de ataques de colonos contra palestinos. Smotrich afirmou que a construção “enterrará a ideia de um Estado palestino”, desafiando a comunidade global que considera os assentamentos ilegais. A área E1 é vista como crucial, pois conecta o assentamento de Maale Adumim a Jerusalém, dividindo efetivamente a Cisjordânia.
Organizações como a Peace Now alertam que essa expansão de assentamentos compromete a viabilidade de um futuro acordo de paz. A construção em E1 foi amplamente criticada por países como França e Reino Unido, que expressaram preocupação com as implicações para a paz na região. A Autoridade Palestina também condenou o plano, chamando-o de uma extensão de crimes de genocídio e anexação.
Além disso, a violência contra palestinos aumentou drasticamente, com mais de 750 ataques registrados na primeira metade de 2023. A situação se agrava com a intensificação das ações de colonos, que incluem destruição de propriedades e ataques a locais sagrados. O governo israelense, por sua vez, continua a avançar com seus planos de colonização, ignorando as objeções internacionais e as consequências para a paz na região.
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