- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, respondeu a críticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a relação comercial entre os países.
- Durante um evento em Pernambuco, Lula afirmou que o Brasil não se submeterá aos EUA e classificou as declarações de Trump como mentirosas.
- Ele destacou que a relação comercial é vantajosa para os EUA, com lucro de US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos.
- Lula também mencionou que o Brasil está aberto a negociações e busca diversificar suas exportações, apesar do déficit comercial com os EUA desde 2009.
- Em 2024, as importações brasileiras de produtos americanos totalizaram cerca de US$ 44 bilhões, enquanto as exportações para os EUA foram de aproximadamente US$ 42 bilhões.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu, nesta quinta-feira (14), às críticas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o chamou de “péssimo parceiro comercial”. Durante um evento em Pernambuco, Lula afirmou que o Brasil “não vai ficar de joelho” para os EUA e classificou as declarações de Trump como mentirosas.
Lula destacou que a relação comercial entre os países é vantajosa para os EUA, com um lucro de US$ 410 bilhões nos últimos 15 anos. Ele enfatizou que o Brasil não aceitará submissão ao governo americano, reafirmando que o país é um bom parceiro comercial.
Trump, em suas declarações na Casa Branca, criticou também o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chamando-o de “execução política”. Ele alegou que o Brasil impõe tarifas elevadas sobre produtos americanos, mas Lula rebateu, afirmando que o Brasil está aberto a negociações e que não deseja conflitos.
Desde 2009, o Brasil apresenta um déficit comercial com os EUA, com importações superando exportações. Em 2024, as importações brasileiras de produtos americanos totalizaram cerca de US$ 44 bilhões, enquanto as exportações para os EUA ficaram em torno de US$ 42 bilhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Lula reafirmou sua intenção de diversificar as exportações e buscar acordos comerciais com outros mercados, apesar das tensões com os EUA. Ele ressaltou que a democracia brasileira está funcionando ao julgar aqueles que atentam contra ela, comparando a situação de Bolsonaro aos eventos ocorridos nos EUA após a derrota eleitoral de Trump em 2020.
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