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Ministro de Israel afirma que plano de assentamentos ameaça Estado da Palestina

Israel avança com novos assentamentos na Cisjordânia, enquanto a oposição internacional se intensifica e países impõem sanções a ministros do governo

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, segura um mapa de uma área perto do assentamento de Maale Adumim, um corredor terrestre conhecido como E1, na Cisjordânia. 14/08/2025. (Foto: Menahem Kahana/AFP)
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  • O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou que novos assentamentos judeus na Cisjordânia “enterrarão a ideia de um Estado palestino”.
  • O governo israelense, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, avança com planos para o controle total da Cidade de Gaza, desafiando a oposição internacional.
  • Cerca de 700 mil colonos vivem em aproximadamente 160 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, considerados ilegais pela comunidade internacional.
  • O Ministério das Relações Exteriores da Palestina classificou a expansão dos assentamentos como “crimes de genocídio e anexação”.
  • A Holanda declarou Smotrich e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, como personas non grata, proibindo sua entrada no país devido a declarações que incitam à violência.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que novos assentamentos judeus na Cisjordânia “enterrarão a ideia de um Estado palestino”. A afirmação ocorre em meio ao avanço do governo israelense, liderado pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em um plano para o controle total da Cidade de Gaza, desafiando a oposição internacional.

Os assentamentos, considerados ilegais pela comunidade internacional, têm gerado forte condenação. Atualmente, cerca de 700.000 colonos vivem em aproximadamente 160 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, segundo dados do grupo israelense Peace Now. O plano E1, que visa conectar Jerusalém a Maale Adumim, está paralisado há décadas devido à rejeição global. A proposta, se concretizada, isolaria a Cisjordânia de Jerusalém Oriental, ambos reconhecidos como parte do Estado palestino pelas Nações Unidas.

Reações Internacionais

A iniciativa de Israel ocorre em um momento em que mais de uma dezena de países, incluindo França e Reino Unido, sinalizam a intenção de reconhecer o Estado da Palestina. Smotrich, no entanto, afirmou que “isso não vai acontecer”, insistindo que “não haverá nenhum Estado para reconhecer”. Ele defendeu que o governo israelense está “quebrando convenções” para fortalecer a soberania israelense na região.

O Ministério das Relações Exteriores da Palestina classificou a expansão dos assentamentos como “uma extensão dos crimes de genocídio e anexação”. A ONG Peace Now alertou que as ações de Israel condenam a região a um ciclo contínuo de violência, afirmando que a única solução viável é a criação de um Estado palestino ao lado de Israel.

Distanciamento Diplomático

Os comentários de Smotrich refletem um crescente distanciamento entre Estados Unidos e União Europeia sobre o tema. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA reiterou que uma Cisjordânia estável é essencial para a segurança de Israel e para a paz na região. Em contrapartida, a Comissão Europeia reafirmou a rejeição a qualquer mudança territorial sem um acordo político.

Recentemente, a Holanda declarou Smotrich e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, como personas non grata, proibindo sua entrada no país. Essa decisão foi motivada por suas declarações e ações que incitam à violência contra palestinos e defendem assentamentos ilegais. Outros países, como Grã-Bretanha, Austrália e Canadá, também impuseram sanções financeiras contra os ministros, que são defensores da expansão dos assentamentos em territórios palestinos.

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