- O pastor Silas Malafaia foi incluído em um inquérito que investiga o deputado Eduardo Bolsonaro por coação e obstrução de Justiça.
- A investigação, iniciada em maio pelo ministro Alexandre de Moraes, apura ações contra autoridades brasileiras.
- Malafaia contestou a investigação, alegando perseguição política e comparou a Polícia Federal a regimes autoritários.
- Ele pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, afirmando que suas ações atentam contra o Estado Democrático de Direito.
- A inclusão de Malafaia gerou reações na Frente Parlamentar Evangélica, que defendeu a necessidade de transparência e imparcialidade nas apurações.
O pastor Silas Malafaia foi incluído em um inquérito que investiga o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por crimes como coação e obstrução de Justiça. A investigação, iniciada em maio pelo ministro Alexandre de Moraes, apura ações contra autoridades brasileiras, incluindo tentativas de influenciar a diplomacia do país.
Malafaia, que organizou atos de apoio a Jair Bolsonaro em 3 de agosto, contestou a investigação, alegando ser alvo de perseguição política. Em um vídeo, ele comparou a atuação da Polícia Federal a regimes autoritários, afirmando que a corporação se tornou uma extensão do poder de Moraes. O pastor também pediu o impeachment do ministro, alegando que ele promove um “atentado contra o Estado Democrático de Direito”.
A inclusão de Malafaia no inquérito gerou reações na Frente Parlamentar Evangélica, que expressou preocupação com a investigação. Os parlamentares defendem a necessidade de transparência e imparcialidade nas apurações, ressaltando que figuras públicas devem ter o direito a uma ampla defesa. A nota da Frente destaca que a investigação deve seguir critérios técnicos claros.
O inquérito, que também envolve Jair Bolsonaro, foi aberto após um pedido da Procuradoria-Geral da República. Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro, é acusado de atuar em conjunto com o pai para pressionar o Supremo Tribunal Federal. A situação continua a gerar debates sobre liberdade de expressão e os limites da atuação das autoridades.
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