- Dez policiais militares do 39º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram presos em 26 de outubro de 2023 durante a terceira fase da Operação Patrinus.
- A operação investiga um esquema de extorsão na Baixada Fluminense, onde os policiais cobravam propinas de comerciantes em troca de segurança.
- Os valores das propinas variavam entre R$ 20,00 e R$ 300,00 por semana, dependendo do comércio.
- A Promotoria do Rio de Janeiro já havia denunciado outros policiais do mesmo batalhão por práticas semelhantes em julho de 2025.
- A Polícia Militar afirmou que continuará a combater a corrupção e que os envolvidos serão punidos.
Dez policiais militares do 39º BPM foram presos nesta quinta-feira, 26 de outubro de 2023, durante a terceira fase da Operação Patrinus, que investiga um esquema de extorsão na Baixada Fluminense. Os agentes são acusados de obrigar comerciantes a pagar propinas em troca de segurança, utilizando viaturas e armamento da corporação para atividades ilegais.
A Promotoria do Rio de Janeiro já havia denunciado práticas semelhantes em operações anteriores, revelando que os policiais, conhecidos como “padrinhos”, recebiam entre R$ 20 e R$ 300 semanalmente, dependendo do tipo de comércio. Os comerciantes que aderiam ao esquema recebiam proteção constante, enquanto aqueles que não pagavam eram deixados sem assistência policial.
Detalhes da Operação
A operação foi realizada com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos municípios, incluindo Belford Roxo e Duque de Caxias. Conversas interceptadas durante a investigação mostraram que os policiais discutiam estratégias de cobrança e se referiam a milicianos de forma pejorativa, evidenciando a subversão da segurança pública.
Em julho de 2025, outros 11 policiais do mesmo batalhão já haviam sido denunciados por práticas semelhantes. A Promotoria destacou que o esquema transforma um serviço público gratuito em uma atividade paga, comprometendo a confiança da população nas instituições de segurança.
A Polícia Militar reafirmou, em nota, seu compromisso em combater a corrupção e prometeu punições rigorosas aos envolvidos. A continuidade das investigações é essencial para desmantelar essa rede de corrupção que afeta a segurança na região.
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