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PMs são detidos por extorquir comerciantes em troca de segurança durante expediente

Policiais militares são presos por extorsão em operação que revela uso de viaturas para atividades ilegais na Baixada Fluminense

Promotoria realiza busca e apreensão durante operação na baixada fluminense nesta quinta (14) (Foto: Divulgação/Promotoria do Rio de Janeiro)
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  • Dez policiais militares do 39º Batalhão de Polícia Militar (BPM) foram presos em 26 de outubro de 2023 durante a terceira fase da Operação Patrinus.
  • A operação investiga um esquema de extorsão na Baixada Fluminense, onde os policiais cobravam propinas de comerciantes em troca de segurança.
  • Os valores das propinas variavam entre R$ 20,00 e R$ 300,00 por semana, dependendo do comércio.
  • A Promotoria do Rio de Janeiro já havia denunciado outros policiais do mesmo batalhão por práticas semelhantes em julho de 2025.
  • A Polícia Militar afirmou que continuará a combater a corrupção e que os envolvidos serão punidos.

Dez policiais militares do 39º BPM foram presos nesta quinta-feira, 26 de outubro de 2023, durante a terceira fase da Operação Patrinus, que investiga um esquema de extorsão na Baixada Fluminense. Os agentes são acusados de obrigar comerciantes a pagar propinas em troca de segurança, utilizando viaturas e armamento da corporação para atividades ilegais.

A Promotoria do Rio de Janeiro já havia denunciado práticas semelhantes em operações anteriores, revelando que os policiais, conhecidos como “padrinhos”, recebiam entre R$ 20 e R$ 300 semanalmente, dependendo do tipo de comércio. Os comerciantes que aderiam ao esquema recebiam proteção constante, enquanto aqueles que não pagavam eram deixados sem assistência policial.

Detalhes da Operação

A operação foi realizada com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar e cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos municípios, incluindo Belford Roxo e Duque de Caxias. Conversas interceptadas durante a investigação mostraram que os policiais discutiam estratégias de cobrança e se referiam a milicianos de forma pejorativa, evidenciando a subversão da segurança pública.

Em julho de 2025, outros 11 policiais do mesmo batalhão já haviam sido denunciados por práticas semelhantes. A Promotoria destacou que o esquema transforma um serviço público gratuito em uma atividade paga, comprometendo a confiança da população nas instituições de segurança.

A Polícia Militar reafirmou, em nota, seu compromisso em combater a corrupção e prometeu punições rigorosas aos envolvidos. A continuidade das investigações é essencial para desmantelar essa rede de corrupção que afeta a segurança na região.

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