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Andreazza critica aumento de tarifas e destaca surpresas no cenário econômico

Ministro da Fazenda exclui R$ 9,5 bilhões da meta fiscal, levantando preocupações sobre a transparência das contas públicas e a contabilidade criativa

Foto: Reprodução
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  • O governo brasileiro, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, busca zerar o déficit público até 2025.
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a exclusão de R$ 9,5 bilhões da meta fiscal para 2025 e 2026.
  • Essa exclusão gerou críticas sobre contabilidade criativa e a inclusão de despesas não previstas.
  • O valor será destinado a um pacote de auxílio para empresas afetadas pelo tarifaço imposto por Donald Trump.
  • Além disso, Lula anunciou aportes de R$ 4,5 bilhões em outros fundos e a ampliação do programa Reintegra, que custará R$ 5 bilhões.

O governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta desafios para cumprir a meta fiscal de zerar o déficit público até 2025. Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a exclusão de R$ 9,5 bilhões da meta fiscal para 2025 e 2026, o que gerou críticas sobre a prática de contabilidade criativa.

A decisão de Haddad foi revelada durante um episódio do quadro Andreazza Reage, onde o colunista Carlos Andreazza destacou que o valor será destinado a um pacote de auxílio para empresas afetadas pelo tarifaço imposto por Donald Trump. O governo também liberou R$ 30 bilhões do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para criar uma linha de financiamento, que não impactará a meta fiscal, pois será retirado do superávit do fundo.

Entretanto, além desse auxílio, Lula anunciou aportes de R$ 4,5 bilhões em outros fundos e a ampliação do programa Reintegra, que custará R$ 5 bilhões. Essas despesas adicionais totalizam R$ 9,5 bilhões e terão impacto no orçamento nos próximos anos. Andreazza criticou a forma como Haddad gerencia a meta fiscal, ressaltando que, em um dia, o ministro se comprometeu a contabilizar um crédito extraordinário dentro da meta, mas no dia seguinte anunciou que esse crédito ficaria fora do teto de gastos.

Críticas e Implicações

A prática de criar créditos extraordinários tem sido uma constante na gestão fiscal do Brasil, segundo Andreazza. Ele observa que, independentemente da razão, como o tarifaço ou desastres naturais, sempre surgem surpresas que afetam a contabilidade pública. O pedido de exclusão de R$ 9,5 bilhões é uma tentativa do governo de manter a meta fiscal, que já admite um limite de déficit de R$ 31 bilhões para 2025, mas que pode resultar em fechamento das contas no vermelho.

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