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Governo acredita que Trump busca promover mudança de regime no Brasil

Governo brasileiro teme influência de Trump nas eleições de 2026 e busca fortalecer laços com governos de direita na América do Sul

O presidente Donald Trump, dos EUA, concede entrevista coletiva (Foto: Jeenah Moon/Reuters)
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  • O governo brasileiro está preocupado com as ações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que podem influenciar as eleições presidenciais de 2026 no Brasil.
  • A administração atual acredita que Trump busca apoiar um candidato alinhado ideologicamente, especialmente com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro agendado para setembro no Supremo Tribunal Federal.
  • Fontes do Planalto afirmam que sanções financeiras e tarifas impostas pelos EUA visam “mudar o regime” no Brasil.
  • O Brasil observa um movimento dos EUA para reforçar sua influência na América Latina, apoiando governos de direita e criticando líderes de esquerda.
  • O governo brasileiro planeja usar o Mercosul e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica para discutir temas relevantes e evitar isolamento na região.

O governo brasileiro está em alerta em relação às ações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que são vistas como uma tentativa de influenciar as eleições presidenciais de 2026 no Brasil. A administração atual acredita que Trump busca promover um candidato alinhado ideologicamente, especialmente em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, agendado para setembro no Supremo Tribunal Federal (STF).

Fontes do Planalto afirmam que as sanções financeiras e o tarifaço impostos pelos EUA são parte de uma estratégia para “mudar o regime” no Brasil. Há preocupações de que, caso Lula vença as eleições, Trump questione a legitimidade do pleito. O deputado Eduardo Bolsonaro tem reiterado que a ausência de Bolsonaro na cédula eleitoral pode levar os EUA a não reconhecerem os resultados.

Relações na América do Sul

O governo brasileiro também observa um movimento dos EUA para reafirmar sua influência na América Latina, apoiando governos de direita e criticando líderes de esquerda. Recentemente, o nomeado de Trump para embaixador na Argentina, Peter Lamelas, fez declarações contundentes contra a ex-presidente Cristina Kirchner, enquanto o secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe.

Para evitar um isolamento na região, o Brasil busca fortalecer laços com governos de direita. A visita do presidente equatoriano, Daniel Noboa, a Brasília, é um exemplo dessa estratégia. Apesar de não haver aproximação com o presidente argentino Javier Milei, o Brasil está comprando gás da Argentina, mostrando uma tentativa de cooperação.

Estratégias e Sanções

Com a extinção da Unasul e a inatividade da Celac, o Brasil pretende utilizar o Mercosul e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para discutir temas relevantes, como mudanças climáticas e cooperação energética. O presidente Lula também planeja conversas com líderes de países afetados pelas tarifas de Trump, incluindo Emmanuel Macron e Ursula von der Leyen.

Embora integrantes do governo considerem improváveis sanções contra bancos brasileiros, há receios de que a Lei Magnitsky possa ser aplicada a membros do Judiciário. Essa possibilidade é vista como uma ação arriscada, pois poderia gerar instabilidade no sistema financeiro e impactar negativamente o eleitorado de Bolsonaro.

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