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Hytalo Santos é preso em operação policial por tráfico humano em São Paulo

Influenciadores digitais são acusados de exploração sexual infantil e tráfico humano; Justiça suspende contas e proíbe contato com menores

Influencer paraibano Hytalo Santos (Foto: Reprodução/YouTube)
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  • Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em Carapicuíba, São Paulo, em quinze de setembro de dois mil e vinte e cinco.
  • A prisão ocorreu durante uma operação do Ministério Público da Paraíba, que investiga o casal por tráfico humano e exploração sexual infantil.
  • As investigações começaram em dois mil e vinte e quatro, após denúncias sobre a adultização de menores nas redes sociais.
  • Durante a operação, foram apreendidos oito celulares, um veículo e outros equipamentos eletrônicos.
  • A Justiça suspendeu as contas do casal nas redes sociais e proibiu o contato com menores.

Hytalo Santos e Israel Vicente, influenciadores digitais, foram presos em Carapicuíba, São Paulo, nesta sexta-feira, 15 de setembro, durante uma operação do Ministério Público da Paraíba. Eles são investigados por tráfico humano e exploração sexual infantil, após denúncias que surgiram em 2024, destacadas pelo youtuber Felca, que alertou sobre a adultização de menores nas redes sociais.

As prisões ocorreram após a Justiça da Paraíba expedir mandados de busca e apreensão. Durante a operação, foram confiscados oito celulares e um veículo, além de outros equipamentos eletrônicos. A Justiça também determinou a suspensão das contas de Hytalo nas redes sociais e a proibição de contato com menores.

As investigações revelam que Hytalo controlava a vida de adolescentes, monetizando conteúdos sexualizados. Ele supostamente pagava às famílias dos menores para que eles morassem com ele, onde eram expostos em vídeos e “reality shows”. O Ministério Público alega que Hytalo confiscava os celulares dos jovens, restringindo suas postagens e concentrando a audiência em suas plataformas.

O juiz Adhailton Lacet, da 1.ª Vara da Infância e Juventude, destacou a gravidade das acusações, que incluem a exploração de imagens de crianças para fins de lucro. A promotora Ana Maria França Cavalcante de Oliveira afirmou que Hytalo induzia os menores a comportamentos sexualizados, causando danos ao seu desenvolvimento.

A defesa do casal alega inocência e afirma que eles sempre se colocaram à disposição das autoridades. No entanto, a situação levanta questões sobre a segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais, evidenciando a necessidade de medidas mais rigorosas para proteger os direitos dos menores. As investigações continuam, com a expectativa de que Hytalo e Israel sejam transferidos para a Paraíba, onde enfrentarão as acusações.

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