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Mãe de Oruam recebe 50 mil reais em retroativos na Câmara de Belford Roxo

Márcia Gama recebeu R$ 50 mil em pagamentos retroativos enquanto não comparecia ao trabalho, levantando suspeitas sobre a gestão pública na Câmara

Márcia Gama, esposa de Marcinho VP, em registro publicado nas redes sociais. (Foto: Reprodução)
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  • Márcia Gama, mãe do rapper Oruam e esposa do traficante Marcinho VP, recebeu R$ 50 mil em pagamentos retroativos da Câmara Municipal de Belford Roxo.
  • Ela não compareceu ao trabalho por anos, mas continuou recebendo um salário mensal de R$ 4.200.
  • Após a revelação pela revista VEJA, a Câmara publicou uma portaria em 1º de agosto, licenciando Márcia sem remuneração.
  • A nota da Câmara afirma que ela “desempenhava suas funções normalmente”, mas servidores contestam essa versão.
  • A situação levanta preocupações sobre a transparência e a gestão de recursos públicos na Câmara Municipal.

Márcia Gama, mãe do rapper Oruam e esposa do traficante Marcinho VP, recebeu cerca de 50 mil reais em pagamentos retroativos da Câmara Municipal de Belford Roxo, mesmo sem comparecer ao trabalho por anos. A informação foi confirmada por servidores da Casa, que afirmam que ela abandonou o cargo de técnica jurídico-legislativa, mas continuou na folha de pagamento com um salário mensal de 4.200 reais.

Após a revelação feita pela revista VEJA, a Câmara publicou uma portaria no Diário Oficial em 1º de agosto, licenciando Márcia “para tratar de assuntos particulares e sem remuneração”. O documento não especifica o período da licença nem menciona se há um processo administrativo em andamento para investigar sua ausência.

A Câmara, em nota, alegou que a funcionária “desempenhava suas funções normalmente” e “assinava o ponto”, uma versão que foi contestada por servidores que preferiram não se identificar. Nas redes sociais, onde possui mais de 350 mil seguidores, Márcia compartilha sua rotina como empresária e “personal washer”, sem qualquer referência ao cargo público que ocupa.

A situação levanta questões sobre a transparência e a gestão de recursos públicos na Câmara Municipal, especialmente em relação a funcionários que não comparecem ao trabalho. A falta de clareza sobre a licença e a ausência de um processo administrativo para apurar a situação de Márcia Gama geram preocupações sobre a responsabilidade fiscal e a ética no serviço público.

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