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Padilha classifica cancelamento de vistos da esposa e filha como ato covarde

Ministro da Saúde critica sanções dos EUA e aponta influência do clã Bolsonaro em decisão que afeta sua família e o programa Mais Médicos

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. (Foto: Walterson Rosa/MS)
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  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o governo dos Estados Unidos pelo cancelamento dos vistos de sua esposa e filha, chamando a ação de “ato covarde”.
  • O cancelamento ocorreu durante compromissos oficiais de Padilha em Pernambuco e também afetou funcionários brasileiros do programa Mais Médicos.
  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, justificou a medida alegando que os servidores contribuíram para um “esquema de exportação de trabalho forçado” do regime cubano.
  • Padilha atribuiu a influência do clã Bolsonaro na decisão americana e afirmou que Eduardo Bolsonaro está articulando sanções contra o Brasil.
  • O programa Mais Médicos, criado em 2013, trouxe médicos cubanos para áreas carentes do Brasil e, segundo Padilha, é fundamental para a saúde pública, apesar da atual ausência de parcerias com Cuba.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o governo dos Estados Unidos pelo cancelamento dos vistos de sua esposa e filha, chamando a ação de “ato covarde”. O episódio ocorreu enquanto Padilha estava em Pernambuco para compromissos oficiais. Ele destacou que sua filha, de dez anos, não representa qualquer risco ao governo americano e questionou a lógica por trás da sanção.

A revogação dos vistos foi comunicada pelo Consulado Geral dos EUA e também afetou funcionários brasileiros envolvidos no programa Mais Médicos. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, justificou a medida alegando que os servidores contribuíram para um “esquema de exportação de trabalho forçado” do regime cubano. Padilha, que criou o programa em 2013, enfatizou seu orgulho na iniciativa que trouxe médicos para áreas carentes do Brasil.

Críticas ao Clã Bolsonaro

Padilha atribuiu a influência do clã Bolsonaro na decisão americana, afirmando que Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, está articulando sanções contra o Brasil. O ministro declarou que a orquestração de ataques à sua família é uma tentativa de silenciar vozes contrárias à política dos EUA. Ele questionou por que outros países, como a Itália, que mantêm parcerias com médicos cubanos, não enfrentam sanções semelhantes.

O programa Mais Médicos foi uma resposta à escassez de médicos em regiões vulneráveis do Brasil e contou com a colaboração de Cuba até 2018. Atualmente, Padilha afirmou que não há mais parcerias com médicos cubanos, mas defendeu a importância do programa para a saúde pública. Ele reafirmou seu compromisso em priorizar a saúde da população brasileira, independentemente das pressões externas.

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