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Projeto de petista propõe aumento no tempo de internação para adolescentes infratores

Senado avança projeto que pode aumentar pena de adolescentes infratores para até 10 anos, refletindo preocupações com segurança pública

Adolescentes infratores internados em unidade (Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo)
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  • O Senado avançou com um projeto de lei que propõe aumentar o tempo máximo de internação de adolescentes infratores de três para até dez anos.
  • A proposta recebeu aprovação unânime na Comissão de Direitos Humanos e é de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES).
  • O texto estabelece cinco anos de internação para delitos comuns e até dez anos para crimes violentos ou equiparados a hediondos.
  • Um estudo do Senado aponta que o Brasil é o país mais permissivo do G20 nesse aspecto, com um limite de três anos, enquanto México e Argentina adotam períodos de cinco e dez anos, respectivamente.
  • O projeto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Avançou no Senado um projeto de lei que propõe ampliar de três para até 10 anos o tempo máximo de cumprimento de medidas socioeducativas para adolescentes infratores. A proposta, que recebeu aprovação unânime na Comissão de Direitos Humanos, é de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES).

O texto estabelece que o tempo de internação será de cinco anos para menores que cometem delitos, podendo chegar a 10 anos nos casos de violência, grave ameaça ou crimes equiparados a hediondos. Um estudo da consultoria do Senado revelou que o Brasil é o país mais permissivo do G20 nesse aspecto, com um limite de três anos, enquanto países como México e Argentina adotam períodos de cinco e dez anos, respectivamente.

Contarato argumenta que não é razoável que um adolescente que comete um crime grave, como homicídio, tenha uma pena tão curta. O projeto, que foi relatado por Damares Alves (Republicanos-DF) na Comissão de Direitos Humanos, ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

A proposta reflete uma crescente preocupação com a segurança pública e a necessidade de medidas mais rigorosas para adolescentes infratores, especialmente em um contexto onde a legislação atual é considerada inadequada para lidar com crimes graves.

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