- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou Ricardo Ayres como relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
- A CPMI investiga cobranças ilegais a aposentados e pensionistas e será presidida pelo senador Omar Aziz.
- Motta destacou a postura independente de Ayres e sua capacidade de apurar irregularidades.
- Entre 2019 e 2024, a Polícia Federal identificou que 4,2 milhões de aposentados e pensionistas foram alvo de cobranças indevidas, totalizando mais de R$ 6 bilhões.
- A operação “Sem Desconto” resultou na saída do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e na prisão de envolvidos em convênios fraudulentos.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, anunciou que o deputado Ricardo Ayres será o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A comissão, que investiga cobranças ilegais a aposentados e pensionistas, será presidida pelo senador Omar Aziz. Motta destacou a postura independente de Ayres e sua capacidade de apuração de irregularidades.
Ayres, que se identifica como independente, já teve papel ativo em questões polêmicas, como a derrubada do aumento do IOF. Em abril, ele coletou assinaturas para um plebiscito que questionaria se condenados pelos atos de 8 de janeiro deveriam ter suas penas perdoadas. A escolha de Ayres como relator é vista como uma tentativa de manter um perfil equilibrado na CPMI, evitando que agendas de oposição dominem os trabalhos.
“Nosso compromisso é apurar com rigor todas as denúncias de irregularidades que possam ter prejudicado aposentados e pensionistas,” afirmou Ayres, ressaltando a importância de garantir os direitos dos beneficiários. Entre 2019 e 2024, a Polícia Federal identificou que 4,2 milhões de aposentados e pensionistas foram alvo de cobranças indevidas, totalizando mais de R$ 6 bilhões retirados de forma irregular.
A operação “Sem Desconto” resultou na saída do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e na prisão de envolvidos em um esquema de convênios fraudulentos. O Ministério da Previdência criou um sistema para que beneficiários possam consultar e contestar descontos indevidos. Além disso, R$ 2,5 bilhões de entidades suspeitas foram bloqueados para ressarcir os aposentados. Investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) também estão em andamento, com foco nos convênios firmados entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro.
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