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Toffoli rejeita pedido de Sérgio Cabral para anular condenação da Lava Jato

Ministro do STF reafirma a validade da delação de Alberto Youssef contra Sérgio Cabral, que busca reverter condenações na Lava Jato

Sérgio Cabral deixa a Justiça Federal no centro do Rio, após prestar depoimento. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral foi interrogado na sede da 7ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro, na região central da capital. Cabral está preso desde novembro do ano passado, acusado de chefiar um esquema de corrupção que teria movimentado centenas de milhões de reais. (Foto: Fabio Motta/Estadão)
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  • O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido do ex-governador Sérgio Cabral para anular uma condenação relacionada à Operação Lava Jato.
  • A defesa de Cabral argumentou que ilegalidades no caso do doleiro Alberto Youssef também o afetariam.
  • Toffoli destacou que o caso de Cabral possui fatos e circunstâncias diferentes do de Youssef.
  • A defesa alegou que a denúncia contra Cabral se baseou em colaborações forçadas de Youssef e que o ex-juiz Sergio Moro agiu de forma parcial.
  • Cabral já foi condenado em mais de 20 processos ligados à Lava Jato e continua buscando a reversão de suas sentenças.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira, 31, o pedido do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, para anular uma de suas condenações ligadas à Operação Lava Jato. A defesa de Cabral argumentava que as ilegalidades reconhecidas no caso do doleiro Alberto Youssef também o afetariam, citando diálogos que sugeririam conluio entre o ex-juiz Sergio Moro e a força-tarefa de Curitiba.

Toffoli, no entanto, destacou que o caso de Cabral envolve fatos e circunstâncias distintas da ação que beneficiou Youssef. O ministro havia declarado a nulidade de atos contra Youssef, considerando ilegal uma escuta em sua cela e apontando um comportamento coordenado entre Moro e procuradores, que violou o devido processo legal. A defesa de Cabral tentou usar esse precedente para contestar a denúncia sobre desvios nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Os advogados de Cabral sustentaram que a denúncia contra ele se baseou em colaborações forçadas de Youssef e que Moro agiu de forma parcial. Para reforçar sua argumentação, mencionaram mensagens em que o ex-juiz expressava satisfação com a denúncia contra Cabral. Contudo, Toffoli afirmou que o pedido não possui aderência estrita ao caso de Youssef, conforme exige o Código de Processo Penal, e reiterou que a decisão que beneficiou Youssef não anulou sua delação premiada, considerada crucial para a acusação contra Cabral.

Sérgio Cabral já foi condenado em mais de 20 processos relacionados à Lava Jato e continua a buscar a reversão de suas sentenças, utilizando argumentos semelhantes aos que levaram o STF a anular decisões da operação nos últimos meses.

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