- René da Silva Nogueira Júnior, empresário de Belo Horizonte, foi preso por suspeita de homicídio após disparar contra o gari Laudemir de Souza Fernandes em uma discussão de trânsito.
- O crime ocorreu no bairro Vista Alegre, e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno.
- Três universidades desmentiram a formação acadêmica de René, que alegou ter estudado em instituições renomadas, mas apenas a Universidade de São Paulo (USP) confirmou um curso de especialização em 2020.
- O juiz destacou a periculosidade de René, que demonstrou frieza após o crime, indo para a academia e passeando com seus cachorros.
- A Polícia Civil identificou René por meio de câmeras de segurança e depoimentos, e o juiz considerou a ação um risco à ordem pública.
René da Silva Nogueira Júnior, empresário de Belo Horizonte, foi preso sob suspeita de homicídio após disparar contra o gari Laudemir de Souza Fernandes em uma discussão de trânsito. O crime ocorreu no bairro Vista Alegre, e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva pelo juiz Leonardo Vieira Rocha Damasceno.
Após o incidente, três universidades desmentiram as alegações de René sobre sua formação acadêmica. Ele afirmou ter estudado na Harvard Business School, na PUC-Rio e na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), mas as instituições negaram qualquer registro de sua graduação. A USP confirmou apenas um curso de especialização concluído em 2020.
Durante a audiência de custódia, o juiz destacou a periculosidade de René, que, após o crime, foi para a academia e passeou com seus cachorros, demonstrando frieza. O delegado Evandro Radaelli relatou que o empresário não mostrou desespero após o disparo e que testemunhas afirmaram que ele estava alterado, mas não houve discussão antes do ataque.
A Polícia Civil identificou René através de câmeras de segurança e depoimentos, que revelaram que ele se irritou com a retenção do trânsito causada pelo caminhão de lixo. O juiz enfatizou a gravidade do ato, que ocorreu em plena luz do dia, e a desproporcionalidade da ação, considerando-a um risco à ordem pública.
René, que negou envolvimento no crime, relatou ter enfrentado uma “situação constrangedora” na prisão, onde foi abordado por agentes que o questionaram sobre o homicídio. O juiz determinou que ele recebesse atendimento médico e não fosse fotografado na unidade prisional.
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