- A advogada e ativista de direitos humanos Martha Lía Grajales foi detida por quatro dias na Venezuela após participar de uma manifestação em 8 de agosto, em Chacao, pela libertação de presos políticos.
- Ela enfrenta um processo por “incitação ao ódio” e está sujeita a restrições severas, incluindo proibição de entrevistas e viagens.
- Grajales foi libertada em 12 de agosto, mas deve se apresentar ao tribunal a cada 30 dias.
- Sua detenção gerou repercussão internacional, com apoio do Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, e de grupos de esquerda.
- A ONG Provea denunciou que a detenção segue um padrão de abusos contra ativistas na Venezuela, onde há atualmente 808 presos políticos.
A advogada e ativista de direitos humanos Martha Lía Grajales foi detida por quatro dias na Venezuela após participar de uma manifestação em 8 de agosto, em Chacao, pela libertação de presos políticos. Ela enfrenta um processo por “incitação ao ódio” e está sujeita a severas restrições, incluindo proibição de entrevistas e viagens.
Martha, fundadora da ONG SurGentes, foi libertada em 12 de agosto, mas deve se apresentar ao tribunal a cada 30 dias. Sua detenção gerou repercussão internacional, envolvendo o Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, e grupos de esquerda que a apoiam. O marido de Martha, Antonio González, relatou que ela foi levada por policiais sem que a família soubesse de seu paradeiro, caracterizando uma situação de desaparecimento forçado.
Durante os dias em que esteve presa, Martha não teve acesso a comunicação com familiares ou advogados de confiança. A ordem de captura contra ela foi emitida após sua participação em um protesto promovido por mães de presos políticos, onde seu documento foi roubado. Antonio destacou que o processo judicial é repleto de irregularidades, e a defesa de Martha foi prejudicada pela falta de comunicação durante a detenção.
A ONG Provea denunciou que a detenção de Martha segue um padrão de abusos contra ativistas na Venezuela, incluindo detenções arbitrárias e violações do devido processo legal. Atualmente, há 808 presos políticos no país, muitos deles detidos após as eleições de 2022, que foram marcadas por denúncias de fraude e repressão violenta.
Martha, que vive na Venezuela há mais de dez anos, começou sua trajetória em defesa dos direitos humanos em um contexto de crescente repressão. Desde 2016, ela e sua família têm se distanciado do regime de Nicolás Maduro, denunciando abusos e lutando pela liberdade de expressão e direitos civis.
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