- O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, alegando comércio injusto e tensões políticas com Jair Bolsonaro.
- Uma pesquisa do Datafolha revelou que 35% dos brasileiros responsabilizam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas tarifas.
- Outros 22% culpam Jair Bolsonaro, 17% mencionam Eduardo Bolsonaro e 15% citam o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
- As tarifas começaram a valer em 6 de agosto e foram justificadas como resposta a práticas comerciais injustas.
- A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios entre 11 e 12 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, impôs tarifas de 50% sobre uma série de produtos brasileiros, alegando práticas comerciais injustas e tensões políticas relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada no último sábado, 16, revela que 35% dos brasileiros responsabilizam o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva por essa medida.
No levantamento, 22% dos entrevistados atribuem a culpa a Jair Bolsonaro, enquanto 17% mencionam seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, é citado por 15% dos participantes. Apenas 1% acredita que todos são culpados, e 3% afirmam que nenhum deles é responsável. Outros 7% não souberam responder.
Justificativa das Tarifas
As tarifas, que entraram em vigor em 6 de agosto, foram justificadas por Trump como uma resposta ao que ele considera um comércio injusto por parte do Brasil. O governo americano também mencionou uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro, que enfrenta processos no STF por supostas tentativas de golpe de Estado. Moraes, relator da ação penal contra Bolsonaro, também foi alvo de sanções individuais com base na Lei Magnitsky, que permite punir estrangeiros por violações de direitos humanos.
A pesquisa do Datafolha, que ouviu 2.002 pessoas em 113 municípios entre os dias 11 e 12 de agosto, apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais. Esses dados refletem a complexidade da situação política e econômica do Brasil, que continua a ser impactada por decisões tanto internas quanto externas.
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