- Desde novembro, a Sérvia enfrenta protestos massivos após o colapso da estação ferroviária de Novi Sad, que deixou 16 mortos.
- Os manifestantes pedem eleições antecipadas e o fim do governo do presidente Aleksandar Vucic, no poder há 12 anos.
- Nos últimos dias, houve confrontos entre manifestantes e a polícia em várias cidades, incluindo Belgrado e Valjevo, com uso de gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral.
- Denúncias de violência policial surgiram, levando o comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, Michael O’Flaherty, a pedir a desescalada da situação.
- O apoio internacional se manifestou, com a Rússia prometendo apoio ao governo de Vucic, enquanto os protestos continuam a crescer em intensidade.
Protestos na Sérvia se intensificam após tragédia em estação ferroviária
Desde novembro, a Sérvia vive uma onda de protestos massivos que se intensificaram nos últimos dias, após a tragédia do colapso da estação ferroviária de Novi Sad, que resultou na morte de 16 pessoas. Os manifestantes exigem eleições antecipadas e o fim do governo do presidente Aleksandar Vucic, que está no poder há 12 anos.
Na quinta noite consecutiva de protestos, confrontos entre manifestantes e a polícia foram registrados em várias cidades, incluindo Belgrado e Valjevo. A polícia utilizou gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral para dispersar os grupos, especialmente após ataques a sedes do partido governante, o SNS. Em Valjevo, um grupo de pessoas mascaradas incendiou as instalações do partido, levando a uma resposta violenta das forças de segurança.
Denúncias de violência policial têm surgido, com relatos de brutalidade em várias cidades. O comissário de Direitos Humanos do Conselho da Europa, Michael O’Flaherty, expressou preocupação com o uso excessivo da força pela polícia e pediu a desescalada da situação. Em resposta, o ministério do Interior da Sérvia negou as acusações de violência policial.
Os protestos, que começaram como manifestações contra a corrupção, ganharam força após a tragédia da estação ferroviária, simbolizando a insatisfação popular com a corrupção endêmica no país. Apoio internacional também se manifestou, com a Rússia prometendo apoio ao governo de Vucic, afirmando que não permanecerá indiferente à situação na Sérvia.
Os manifestantes continuam a se mobilizar, com a expectativa de que os protestos se intensifiquem ainda mais, à medida que a população busca mudanças significativas no cenário político do país.
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