- As eleições presidenciais na Bolívia estão marcadas para 17 de dezembro de 2025.
- O Movimento ao Socialismo (MAS), que governou por quase duas décadas, enfrenta uma crise e pode ficar fora do segundo turno.
- Candidatos de centro e centro-direita, como Jorge Quiroga e Samuel Medina, lideram as pesquisas de intenção de voto.
- A crise econômica, com inflação superior a 5% e escassez de dólares e combustíveis, gera descontentamento popular.
- O atual presidente, Luis Arce, desistiu de buscar a reeleição devido à alta rejeição, enquanto o MAS apresenta três candidaturas diferentes.
As eleições presidenciais na Bolívia, agendadas para 17 de dezembro de 2025, marcam um ponto de inflexão na política do país. O Movimento ao Socialismo (MAS), que dominou a cena política por quase duas décadas sob a liderança de Evo Morales, enfrenta uma crise severa e deve ficar de fora do segundo turno. Pesquisas recentes indicam que candidatos de centro e centro-direita, como Jorge Quiroga e Samuel Medina, estão à frente nas intenções de voto.
A situação do MAS é agravada pela fragmentação interna e pela crise econômica que assola a Bolívia. O atual presidente, Luis Arce, que chegou ao poder como sucessor de Morales, desistiu de buscar a reeleição devido à alta rejeição popular. A inflação, que atingiu mais de 5% no último mês, e a escassez de dólares e combustíveis têm gerado descontentamento generalizado. O ex-vice-chanceler Victor Rico destaca que a inflação atual é a mais alta em 40 anos, refletindo a deterioração da economia.
Crise Econômica e Descontentamento
A crise econômica está diretamente ligada à queda na exploração de gás, que anteriormente sustentava as finanças do Estado. As reservas de dólares, que chegaram a US$ 15 bilhões, estão em níveis alarmantes, enquanto a Bolívia enfrenta longas filas para abastecimento de combustíveis. Rico observa que a falta de novas prospecções de gás e a dependência de exportações para o Brasil e Argentina são fatores críticos que precisam ser abordados.
A fragmentação política também é evidente. O MAS chega às eleições com três candidaturas distintas, refletindo a divisão interna entre os apoiadores de Morales e Arce. Andrónica Rodríguez, presidente do Senado, é vista como a candidata mais forte do partido, mas enfrenta desafios significativos devido à imagem negativa do governo.
O Futuro Político
O papel de Evo Morales, embora limitado devido a questões legais, ainda influencia o cenário eleitoral. A possibilidade de mobilização de seus seguidores não pode ser descartada, especialmente em um ambiente de crescente polarização. A eleição será observada de perto, com a União Europeia e as Forças Armadas comprometidas com a estabilidade democrática.
A Bolívia se encontra em um momento decisivo, onde a mudança de ciclo político é iminente. O resultado das eleições poderá moldar o futuro econômico e social do país, que já enfrenta desafios significativos. A capacidade do próximo governo de formar coalizões e implementar reformas será crucial para enfrentar a crise atual.
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