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Governo é criticado por diplomacia ao classificar EUA como ‘agressor’

Fernando Haddad critica os EUA e gera polêmica ao atribuir cancelamento de reunião a Eduardo Bolsonaro, enquanto o Itamaraty desmente a versão

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de assinatura da Medida Provisória “Brasil Soberano” ao lado dos ministros Fernando Haddad, Geraldo Alckmin, Mauro Vieira e Gleisi Hoffmann, além dos chefes do Congresso Hugo Motta e Davi Alcolumbre - 13/08/2025 (Foto: Ricardo Stuckert / PR/Divulgação)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou os Estados Unidos como “agressor” em um discurso no Palácio do Planalto.
  • A declaração ocorreu durante o lançamento de um pacote de socorro ao empresariado brasileiro, impactado por tarifas dos EUA.
  • Diplomatas do Itamaraty ficaram surpresos com a postura de Haddad, considerando-a inadequada para negociações.
  • Haddad também responsabilizou o deputado Eduardo Bolsonaro pelo cancelamento de uma reunião com o secretário do Tesouro dos EUA, mas o Itamaraty desmentiu essa versão.
  • A situação levanta questões sobre a comunicação entre autoridades brasileiras e a necessidade de uma abordagem mais diplomática nas relações internacionais.

Fernando Haddad, ministro da Fazenda, gerou polêmica ao classificar os Estados Unidos como “agressor” em um discurso no Palácio do Planalto. A declaração ocorreu durante o lançamento de um pacote de socorro ao empresariado brasileiro, afetado por tarifas impostas pelos EUA. Diplomatas do Itamaraty expressaram surpresa com a postura de Haddad, considerando-a inadequada para um representante econômico que busca negociar.

O ministro também atribuiu ao deputado Eduardo Bolsonaro a responsabilidade pelo cancelamento de uma reunião com o secretário do Tesouro dos EUA. No entanto, fontes do Itamaraty desmentiram essa versão, afirmando que o veto já existia antes do anúncio de Haddad. A situação levanta questões sobre a eficácia da comunicação entre as autoridades brasileiras e a necessidade de uma abordagem mais diplomática nas relações internacionais.

A postura de Haddad foi vista como um desvio da liturgia esperada para um cargo de sua importância. Um diplomata graduado comentou que “não é coisa de quem quer — e precisa — negociar”. A expectativa é que o governo busque alternativas para mitigar os impactos das tarifas e restabelecer um diálogo construtivo com os EUA, essencial para a recuperação econômica do Brasil.

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