- A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão de Hytalo Santos e Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, após audiência de custódia no dia 16 de agosto.
- O casal é investigado desde 2020 por tráfico de pessoas e exploração sexual infantil, com denúncias originadas de um vídeo do youtuber Felca.
- A prisão ocorreu em Carapicuíba, onde foram detidos no dia 15 de agosto. O juiz justificou a detenção por obstrução de provas e risco de fuga.
- As investigações, conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Ministério Público do Trabalho, revelaram que o casal utilizava redes sociais para expor crianças e adolescentes.
- Oito celulares foram apreendidos e estão sendo analisados pelas autoridades. A defesa do casal já apresentou um habeas corpus ao Tribunal de Justiça da Paraíba.
A Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão de Hytalo Santos e Israel Nata Vicente, conhecido como Euro, após audiência de custódia realizada no último sábado, 16. O casal é investigado desde 2020 por tráfico de pessoas e exploração sexual infantil, com base em denúncias que surgiram após um vídeo do youtuber Felca.
A prisão ocorreu em Carapicuíba, onde Hytalo e Euro foram detidos na sexta-feira, 15. O juiz Antonio Rudimacy Firmino de Sousa, da 2ª Vara da Comarca de Bayeux, na Paraíba, justificou a detenção pela obstrução de provas e risco de fuga. A defesa do casal argumenta que a investigação já se arrasta há três anos e que não haveria motivos para a prisão preventiva neste momento.
Detalhes da Investigação
As investigações, que envolvem o Ministério Público da Paraíba e o Ministério Público do Trabalho, apontam que o casal utilizava suas redes sociais para expor crianças e adolescentes em conteúdos potencialmente prejudiciais. O delegado Fernando David, responsável pela operação, revelou que Hytalo e Euro planejavam fugir do país, já cientes da possibilidade de mandados de prisão serem expedidos.
Durante a ação policial, foram apreendidos oito celulares que pertenciam ao casal, os quais agora estão sob análise das autoridades. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou que, até o momento, Hytalo e Euro não haviam sido registrados no sistema prisional paulista.
Repercussão e Medidas Legais
O caso ganhou notoriedade nacional após as denúncias de Felca, que alertou sobre a adultização de crianças nas redes sociais. A pressão social resultou em uma resposta rápida das autoridades, que consideraram a situação uma prioridade. A defesa do casal já apresentou um habeas corpus ao Tribunal de Justiça da Paraíba, que será analisado por um desembargador plantonista.
As investigações continuam, com foco na coleta de mais evidências sobre as práticas ilegais atribuídas a Hytalo e Euro. O caso destaca a crescente preocupação com a segurança de crianças e adolescentes na internet, especialmente em relação à exploração sexual e ao tráfico de pessoas.
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