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Câmara tenta aprovar projeto para proteger crianças da adultização infantil

Câmara dos Deputados acelera votação de projeto para proteger crianças nas redes sociais após prisão de influenciador por exploração infantil

Deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) (Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados)
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  • A Câmara dos Deputados pode votar um projeto de lei para coibir a adultização de crianças nas redes sociais.
  • A proposta, relatada pelo deputado Adyel Alencar, ganhou destaque após a prisão do influenciador Hytalo Santos, acusado de exploração infantil.
  • O projeto prevê a responsabilização das plataformas e a remoção de conteúdos criminosos sem ordem judicial.
  • A oposição critica o texto, alegando que pode limitar a liberdade de expressão e abrir espaço para abusos regulatórios.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, comprometeu-se a pautar o projeto em regime de urgência, mas a votação depende de um acordo entre governo e oposição.

A Câmara dos Deputados pode votar nesta semana um projeto de lei que visa coibir a adultização de crianças nas redes sociais. A proposta, relatada pelo deputado Adyel Alencar (Republicanos-PI), ganhou destaque após a prisão do influenciador Hytalo Santos, acusado de exploração infantil.

A votação do projeto deve enfrentar resistência da oposição, que critica trechos que poderiam limitar a liberdade de expressão. O projeto foi impulsionado por um vídeo do influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que denunciou Santos por expor menores em seus conteúdos. Santos e seu marido foram detidos em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Detalhes da Proposta

A versão mais recente do relatório, apresentada em 12 de setembro, inclui regras específicas para proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. O texto prevê a responsabilização das plataformas e a remoção de conteúdos considerados criminosos, mesmo sem ordem judicial. Alencar afirmou que o relatório está maduro e não apresenta brechas para censura.

A proposta também cria uma autoridade nacional para regulamentar e fiscalizar o cumprimento da lei, com poder de impor sanções, como a suspensão de atividades de empresas de tecnologia. O objetivo é conter ameaças digitais que exploram a vulnerabilidade de menores.

Críticas e Resistências

Líderes da oposição, como o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), argumentam que o texto atual abre margem para abusos regulatórios e pode ser usado como instrumento de censura. Cavalcante destacou que a proposta é nebulosa e não receberá apoio sem ajustes. O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) também criticou a amplitude da expressão “acesso provável”, que poderia ampliar excessivamente o alcance da lei.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), comprometeu-se a pautar o projeto em regime de urgência, acelerando a tramitação. A votação dependerá da construção de um acordo entre governo e oposição, que ainda é incerta. A mobilização em torno do tema reflete a crescente preocupação da sociedade com a proteção de crianças nas redes sociais.

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