- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que não há clima para uma anistia ampla que inclua acusados de planejamento de assassinato de autoridades.
- Em entrevista ao programa Ponto de Vista, Motta destacou a gravidade dos atos de 8 de janeiro de 2023, que envolvem tentativas de assassinato, dificultando a aprovação de qualquer perdão.
- Motta alinhou sua posição com a do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera os atos de janeiro como terrorismo, crime que não pode ser anistiado.
- A Procuradoria-Geral da República imputou ao general Mário Fernandes a responsabilidade pelo planejamento de um ataque contra o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
- O presidente da Câmara ressaltou que não se deve blindar aqueles que conspiraram para cometer homicídios, caso as negociações de anistia avancem no Congresso.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que não há clima para avançar com uma proposta de anistia ampla que inclua acusados de planejamento de assassinato de autoridades. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da TV VEJA+, Motta destacou que a gravidade dos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, que envolvem tentativas de assassinato, torna difícil a aprovação de qualquer perdão.
Motta alinhou sua posição com a do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera os atos de 8 de janeiro como terrorismo, crime que não pode ser anistiado. O presidente da Câmara enfatizou que, em suas conversas com parlamentares, percebe uma resistência em relação à anistia geral, especialmente para aqueles que planejaram a morte de pessoas.
A Procuradoria-Geral da República imputou ao general Mário Fernandes a responsabilidade pelo planejamento de um ataque contra o presidente Lula, o vice Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Fernandes, preso desde novembro de 2022, alegou que seu plano era apenas um “pensamento digitalizado” e que não foi compartilhado com ninguém.
Os desdobramentos da votação sobre a trama golpista estão previstos para ocorrer em breve, e a Primeira Turma do STF pretende deixar claro que os atos de janeiro se equiparam ao terrorismo. Caso as negociações de anistia avancem no Congresso, Motta afirmou que não se deve blindar aqueles que conspiraram para cometer homicídios.
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