- O presidente da Bolívia, Luis Arce, votou em La Paz e afirmou que o país passará por um “trânsito democrático”.
- Ele destacou que a principal herança de seu governo será a recuperação da democracia.
- Arce não buscará a reeleição e o Movimento ao Socialismo (MAS) indicou Eduardo del Castillo como candidato, que enfrenta baixa popularidade.
- A renúncia de Arce ocorre em meio a uma crise econômica, com escassez de dólares e alta inflação.
- A entrega da presidência ao novo vencedor está marcada para 8 de novembro, com mais de sete milhões de eleitores aptos a votar.
O presidente da Bolívia, Luis Arce, votou neste domingo em La Paz e reafirmou que o país passará por um “trânsito democrático”. Ele destacou que “recuperar a democracia” será a principal herança de seu governo. Arce, que não buscará a reeleição, deixou o cargo ao ex-ministro de Governo Eduardo del Castillo, que enfrenta desafios significativos, como a baixa popularidade nas pesquisas.
A renúncia de Arce à reeleição ocorre em um contexto de crise econômica, caracterizada pela escassez de dólares, falta de combustível e a pior inflação em décadas. O MAS, partido governista, vê a candidatura de Del Castillo ameaçada, com a possibilidade de perder o registro legal caso não obtenha um bom desempenho nas eleições.
Após votar, Arce convocou a população a participar do pleito, enfatizando que “é um dia em que os bolivianos devem demonstrar mais uma vez a união”. O presidente também fez mudanças no alto comando militar, garantindo que “aqueles que entraram pela porta desta Casa Grande também sairão pela porta”, reforçando seu compromisso com a democracia.
O calendário eleitoral será respeitado, com a entrega da presidência ao vencedor marcada para 8 de novembro. Arce, que assumiu após a crise política de 2019, foi ministro da Economia durante o governo de Evo Morales e se distanciou do ex-presidente em 2021. Com 7.567.207 eleitores aptos a votar, a expectativa é que a população se mobilize para escolher seu novo líder.
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