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Povo boliviano acredita que o MAS é a melhor escolha nas eleições atuais

Eduardo del Castillo pede voto livre e enfrenta risco de perder registro do MAS se não alcançar 3% dos votos nas eleições bolivianas

Ministro do governo boliviano, Eduardo del Castillo, dá entrevista coletiva sobre a situação dos bloqueios de estradas e a autorização do ex-presidente Evo Morales para porte de armas de fogo em La Paz, em 30 de outubro de 2024. Morales está sob investigação por estupro, tráfico de pessoas e contrabando de seu alegado relacionamento com uma menina de 15 anos em 2015. Os manifestantes têm bloqueado estradas desde 14 de outubro na esperança de evitar a sua prisão. Ele afirma que as acusações foram forjadas para tentar impedi-lo de retornar ao poder (Foto: Jorge BERNAL/AFP)
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  • O candidato à presidência pelo Movimento ao Socialismo (MAS), Eduardo del Castillo, afirmou que seu partido é a melhor opção nas eleições gerais da Bolívia, realizadas neste domingo.
  • Durante sua votação em Santa Cruz, ele destacou a importância do voto livre e sem pressões.
  • Del Castillo enfrenta desafios nas pesquisas e o MAS pode perder seu registro se não alcançar 3% dos votos.
  • Mais de 7,5 milhões de eleitores estão convocados a votar, com o voto sendo obrigatório.
  • O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) proibiu a entrada de celulares nas urnas devido a denúncias de coerção a funcionários públicos.

O candidato à presidência pela Movimento ao Socialismo (MAS), Eduardo del Castillo, afirmou que seu partido é a melhor opção nas eleições gerais da Bolívia, realizadas neste domingo. Durante sua votação em Santa Cruz, Del Castillo destacou a importância do voto livre, sem pressões, e enfatizou que a população deve escolher a opção que considera mais adequada.

Del Castillo, que enfrenta desafios nas pesquisas eleitorais, ressaltou a necessidade de superar a crise econômica sem prejudicar os mais pobres. Ele pediu uma jornada eleitoral tranquila e pacífica, afirmando que a solução para os problemas do país não deve envolver bloqueios ou violência. O candidato está em uma posição delicada, pois o MAS pode perder seu registro legal se não alcançar 3% dos votos.

Contexto Eleitoral

Mais de 7,5 milhões de eleitores estão convocados a votar para escolher o presidente, o vice-presidente e os parlamentares. O voto é obrigatório na Bolívia, e os cidadãos recebem um certificado de sufrágio após a votação, necessário para trâmites em instituições públicas e bancárias nos 90 dias seguintes.

O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) alertou sobre a proibição de levar celulares às urnas, após denúncias de coerção a funcionários públicos para que votassem em candidatos específicos, sob ameaça de demissão. As urnas abriram às 8h e fecharão às 16h (horário local), com os primeiros resultados preliminares sendo divulgados às 21h.

Observação Internacional

A eleição conta com a presença de 14 missões internacionais de observação, incluindo a União Europeia e a Organização dos Estados Americanos. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter mais de 50% dos votos ou 40% com uma diferença de pelo menos dez pontos em relação ao segundo colocado, conforme a legislação eleitoral.

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