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Putin aceita oferecer ‘garantias de segurança’ à Ucrânia, afirma enviado de Trump

Putin aceita garantias de segurança dos EUA à Ucrânia, mas mantém resistência à adesão do país à Otan, alterando a dinâmica regional

Acordo teria sido resultado do encontro de Trump e Putin no Alasca nesta semana (Foto: Gavriil GRIGOROV / POOL/AFP)
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  • O presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou em permitir que os Estados Unidos ofereçam garantias de segurança à Ucrânia.
  • A informação foi divulgada pelo enviado especial americano, Steve Witkoff, após uma conversa entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Alasca.
  • As garantias terão uma linguagem semelhante à do Artigo 5 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que considera um ataque a um membro como um ataque a todos.
  • Apesar disso, Putin continua se opondo à adesão da Ucrânia à Otan.
  • O enviado especial expressou otimismo sobre a reunião agendada com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Washington.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, concordou em permitir que os Estados Unidos ofereçam à Ucrânia “garantias de segurança robustas”. A informação foi divulgada pelo enviado especial americano, Steve Witkoff, após uma conversa entre Putin e o presidente dos EUA, Donald Trump, no Alasca, na última sexta-feira, 15.

Witkoff destacou que o acordo permitirá que os EUA e nações europeias ofereçam uma linguagem semelhante à do Artigo 5 da Otan, que estabelece que um ataque a um membro da aliança é considerado um ataque a todos. Apesar dessa abertura, Putin mantém sua oposição à adesão da Ucrânia à Otan. Para Witkoff, essa nova abordagem pode ser uma alternativa viável, caso a Ucrânia a aceite e desista de buscar a adesão formal à aliança.

Reuniões e Expectativas

O enviado especial também mencionou que os EUA já dialogaram com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e expressou otimismo em relação à reunião agendada para segunda-feira, 18, em Washington. Witkoff classificou o acordo como “revolucionário”, sugerindo que pode mudar a dinâmica de segurança na região.

O presidente da França, Emmanuel Macron, comentou sobre a importância das negociações, enfatizando a necessidade de uma “frente unida” entre a Ucrânia e seus aliados europeus. Macron alertou que a fraqueza atual pode resultar em consequências severas no futuro, afirmando que a Europa deve ser forte e temida para garantir sua liberdade e independência.

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