- Três estados republicanos enviarão tropas da Guarda Nacional para Washington, D.C., aumentando a presença militar na cidade.
- O presidente Donald Trump declarou uma “emergência de segurança pública”, alegando desordem na capital.
- Os governadores da Virgínia Ocidental, Carolina do Sul e Ohio confirmaram o envio de tropas, totalizando cerca de 850 soldados.
- A mobilização ocorre em um contexto de queda da criminalidade, com homicídios reduzidos em 32% entre 2023 e 2024.
- A presença militar gerou protestos entre moradores, que se opõem à militarização da segurança pública.
Três estados liderados por republicanos enviarão tropas da Guarda Nacional para Washington, D.C., aumentando a presença militar na capital, mesmo com a criminalidade em queda. O presidente Donald Trump declarou uma “emergência de segurança pública”, alegando que a cidade enfrenta “total desordem”.
Os governadores da Virgínia Ocidental, Carolina do Sul e Ohio confirmaram o envio de tropas a pedido de Trump. A Virgínia Ocidental enviará de 300 a 400 soldados, a Carolina do Sul 200 e Ohio 150 policiais militares. Com isso, o número total de tropas na cidade quase dobrará.
Contexto de Segurança
A mobilização da Guarda Nacional não é inédita; já ocorreu em protestos anteriores, como após o assassinato de George Floyd. No entanto, a atual ação acontece em um cenário de redução da criminalidade. Dados do Departamento de Polícia Metropolitana mostram que os homicídios caíram 32% entre 2023 e 2024, atingindo o menor nível desde 2019.
Trump descreveu Washington como um local dominado por “gangues violentas”. Em contrapartida, a prefeita Muriel Bowser refutou essas alegações, destacando que, embora tenha havido um aumento em 2023, a criminalidade violenta caiu 26% até agora em 2025.
Reações da Comunidade
A presença militar gerou descontentamento entre os moradores de Washington, onde 92% dos eleitores apoiaram a vice-presidente Kamala Harris nas eleições de 2024. Recentemente, centenas de residentes protestaram, marchando em Dupont Circle e clamando por “Liberdade para DC”.
Além disso, a mobilização militar ocorre em meio a preocupações sobre a militarização da segurança pública. A secretária de Justiça, Pam Bondi, nomeou um “delegado de polícia emergencial”, o que levantou questões sobre o controle das forças policiais locais. A situação continua a ser monitorada, com agentes federais patrulhando áreas turísticas e movimentadas da cidade.
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