- A Casa Branca ordenou que museus, incluindo a Smithsonian Institution, promovam os “ideais americanos” e eliminem narrativas consideradas divisivas.
- A diretriz abrange exposições, materiais educativos e publicações online.
- Em março, o ex-presidente Donald Trump assinou um decreto para remover conteúdos que ele considerava “ideologia imprópria”.
- O filósofo Jason Stanley alerta que a reescrita da história é uma tática comum em regimes autoritários para controlar a educação.
- Além dos museus, Trump já atacou universidades, ameaçando cortar financiamentos se não reprimissem protestos e programas de diversidade.
A Casa Branca intensificou sua estratégia de controle narrativo ao ordenar que museus, começando pela Smithsonian Institution, promovam os “ideais americanos” e eliminem o que considera “narrativas divisivas”. Essa diretriz abrange exposições, materiais educativos e publicações online.
Em março, o ex-presidente Donald Trump já havia assinado um decreto visando a remoção de conteúdos que ele considerava “ideologia imprópria”. O objetivo é reescrever a história, omitindo conflitos sociais e minimizando referências a figuras históricas controversas, como fazendeiros escravocratas. Essa abordagem visa criar uma narrativa que glorifique o passado sem contradições.
O filósofo Jason Stanley, autor de *Apagando a história*, destaca que regimes autoritários frequentemente veem a história como uma ameaça. Ele observa que a reescrita da história é uma tática comum para controlar a educação e silenciar dissidentes. Stanley compara a atual situação nos EUA ao período do macartismo, quando educadores foram perseguidos por suas ideias.
Além dos museus, Trump já havia atacado universidades, ameaçando cortar financiamentos se não reprimissem protestos e programas de diversidade. Essa ofensiva não é exclusiva dos EUA; países como Hungria e Turquia também têm visto o governo restringir a educação e revisar currículos para alinhar-se a ideologias autoritárias.
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