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Barroso afirma que está feliz e nega planos de aposentadoria do STF

Luís Roberto Barroso reafirma sua permanência no STF e defende a liberdade de expressão em meio a críticas ao Judiciário

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
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  • O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, desmentiu rumores sobre sua aposentadoria durante um evento em Cuiabá, em 18 de agosto de 2025.
  • Barroso afirmou estar “feliz da vida” e ativo no cargo, esclarecendo que não pretende se aposentar, já que a aposentadoria compulsória ocorre aos 75 anos.
  • Ele ressaltou que atingirá essa idade apenas em 2033, enquanto o próximo ministro a completar 75 anos será Luiz Fux, em 2028.
  • O ministro também defendeu o Judiciário contra críticas de “ditadura”, afirmando que tais regimes são caracterizados pela falta de liberdade, tortura e censura, o que não ocorre no Brasil.
  • Barroso enfatizou a importância da liberdade de expressão e da crítica em uma democracia, destacando que é natural discordar de decisões do governo e do STF.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, desmentiu rumores sobre sua aposentadoria durante um evento em Cuiabá, nesta segunda-feira, 18. Barroso, que deixará a presidência da Corte em 29 de setembro, afirmou estar “feliz da vida” e ativo no cargo.

Em resposta a questionamentos sobre sua saída, Barroso esclareceu que não pretende se aposentar, já que a aposentadoria compulsória dos ministros ocorre aos 75 anos. Nascido em 1958, ele só atingirá essa idade em 2033. O próximo ministro a completar 75 anos será Luiz Fux, em 2028.

Defesa do Judiciário

Durante sua fala, Barroso também abordou as críticas direcionadas ao Judiciário, especialmente a alegação de uma “ditadura do Judiciário”. Ele destacou que essa afirmação é feita por aqueles que não conhecem os verdadeiros regimes autoritários. “Ditaduras são regimes políticos em que há absoluta falta de liberdade, tortura e censura,” afirmou, ressaltando que tais situações não ocorrem no Brasil.

O ministro enfatizou a importância da liberdade de expressão e da discordância em uma democracia. Ele afirmou que é natural criticar decisões do governo, do STF ou do Congresso, algo que não é permitido em regimes autoritários. Barroso estava em Mato Grosso para compromissos oficiais e para dialogar com estudantes sobre cidadania e valores democráticos.

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