- A Casa Branca anunciou uma revisão em oito museus do Smithsonian Institution.
- O objetivo é alinhar as programações à ideia de “excepcionalidade americana”.
- A revisão busca eliminar narrativas consideradas divisivas e ideológicas.
- Museus como o Museu Nacional de História Americana e o Museu Nacional de História Natural estão entre os alvos.
- O Smithsonian se comprometeu a colaborar com a Casa Branca e reafirmou seu compromisso com a precisão histórica.
A Casa Branca anunciou uma revisão abrangente em oito museus do Smithsonian Institution, com o objetivo de alinhar suas programações à ideia de “excepcionalidade americana”. A decisão foi comunicada em uma carta enviada ao líder da instituição, Lonnie G. Bunch, em 12 de agosto.
A revisão, que se inspira em uma ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump, busca eliminar narrativas consideradas divisivas e ideológicas. Os museus alvo incluem o Museu Nacional de História Americana, o Museu Nacional de História Natural e o Museu Nacional de Cultura Afro-Americana, entre outros. A carta sugere que a revisão pode se estender aos 13 museus restantes e ao Zoológico Nacional.
Os responsáveis pela carta, incluindo Lindsey Halligan, do escritório da Casa Branca, afirmam que o objetivo não é interferir nas operações diárias dos curadores. No entanto, a revisão exigirá que os museus forneçam uma variedade de materiais, como programação planejada para o 250º aniversário dos Estados Unidos e inventários de coleções permanentes.
Os museus terão prazos de 30, 75 e 120 dias para apresentar suas informações e começar a implementar correções de conteúdo. A expectativa é que, ao final desse período, as instituições substituam linguagem divisiva por descrições mais unificadoras e historicamente precisas. A carta enfatiza a necessidade de focar no que define o “americanismo”.
Em resposta, um porta-voz do Smithsonian declarou que a instituição está revisando a carta e se compromete a colaborar com a Casa Branca, o Congresso e o Conselho de Regentes. A instituição, que recebe cerca de 53% de seu financiamento do governo federal, reafirmou seu compromisso com a excelência acadêmica e a apresentação precisa da história.
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