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França gera polêmica ao cancelar exibição de ‘Barbie’ por suposta ofensa às mulheres

Cancelamento da exibição de "Barbie" gera polêmica e reabre debate sobre laicidade na França após ameaças de grupo radical.

Uma das cenas da película 'Barbie'. (Foto: Alamy Stock Photo)
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  • A exibição do filme Barbie, dirigida por Greta Gerwig, foi cancelada em Noisy-le-Sec, próximo a Paris, após ameaças de um grupo de jovens.
  • O evento fazia parte da programação “Cine sob as estrelas”, que oferecia atividades culturais de verão.
  • O prefeito, Olivier Sarrabeyrouse, decidiu suspender a projeção para garantir a segurança do público e dos funcionários.
  • O grupo alegou que o filme “denigra a mulher e promove a homossexualidade”, levando o prefeito a registrar uma denúncia e iniciar uma investigação.
  • A situação gerou reações políticas sobre a laicidade na França, com críticas à decisão do prefeito e debates sobre a influência religiosa no espaço público.

A exibição do filme Barbie, dirigida por Greta Gerwig, foi cancelada em Noisy-le-Sec, município próximo a Paris, após ameaças de um grupo de jovens. O evento, parte da programação “Cine sob as estrelas”, visava oferecer atividades culturais durante o verão. O prefeito, Olivier Sarrabeyrouse, decidiu suspender a projeção para garantir a segurança do público e dos funcionários.

As ameaças foram justificadas pelo grupo com a alegação de que o filme “denigra a mulher e promove a homossexualidade”. Em resposta, Sarrabeyrouse registrou uma denúncia e uma investigação foi iniciada. O caso gerou reações políticas intensas, reabrindo o debate sobre a laicidade na França, um princípio fundamental do Estado.

Críticos da decisão acusam o prefeito de ceder a pressões e de se submeter a uma ideologia extremista. O deputado Yoann Gillet, do partido Reagrupamento Nacional, afirmou que a situação reflete uma capitulação diante de uma minoria radical. O ministro do Interior, Bruno Retailleau, também criticou a tentativa de “islamizar os espaços públicos”, defendendo que a França não deve se submeter a vigilantes da moral.

A ministra da Cultura, Rachida Dati, lamentou o cancelamento, considerando-o um ataque à programação cultural que prejudica famílias e crianças. O filme, que aborda questões de misoginia, foi um sucesso de bilheteira desde seu lançamento em 2023.

Moradores locais expressaram opiniões divergentes. Enquanto alguns acreditam que a decisão do prefeito foi prudente, outros consideram que ele demonstrou fraqueza ao ceder às ameaças. Um residente de longa data, Didier Menuier, destacou que a religião não deve interferir no espaço público, defendendo a diversidade e a convivência pacífica na comunidade.

O prefeito afirmou que a escolha do filme foi feita por votação entre os moradores e que a decisão de cancelar a exibição foi para proteger todos os envolvidos. Ele também mencionou que as ameaças eram baseadas em argumentos falsos e que a situação foi politicamente instrumentalizada, gerando um clima de hostilidade. A nova data para a exibição do filme ainda está sendo discutida.

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