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Lula propõe regulamentação para big techs e critica a desordem nas redes sociais

Lula destaca a urgência da regulação das big techs e anuncia reabertura da adidância da Polícia Federal em Quito para fortalecer a segurança regional

O presidente Lula em evento de anúncio de MP contra tarifaço de Trump (Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo)
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  • Durante a visita do presidente equatoriano Daniel Noboa ao Brasil, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a urgência da regulamentação das plataformas digitais.
  • Lula afirmou que é necessário combater a criminalidade e proteger menores, considerando isso um grande desafio contemporâneo.
  • Ele anunciou uma proposta de regulamentação para coibir a exploração sexual de crianças e adolescentes e punir discursos de ódio.
  • Lula também reabriu a adidância da Polícia Federal em Quito, fortalecendo a cooperação entre Brasil e Equador no combate ao crime organizado.
  • Os presidentes assinaram memorandos de cooperação em áreas como combate à fome e desenvolvimento de inteligência artificial.

Durante a visita do presidente equatoriano Daniel Noboa ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a necessidade urgente de regulamentar as plataformas digitais. Lula declarou que esse é o “grande desafio contemporâneo de todos os estados”, destacando a importância de combater a criminalidade e proteger menores. A afirmação foi feita no Palácio do Planalto, onde os líderes discutiram a cooperação em segurança pública e comércio.

O presidente brasileiro ressaltou que as big techs não podem ser “terra sem lei”, onde a incitação ao ódio e à violência ocorra sem consequências. Lula anunciou que o governo já definiu uma proposta de regulamentação para coibir a exploração sexual de crianças e adolescentes, além de punir discursos de ódio. Ele expressou preocupação com a criminalidade digital, afirmando que a falta de regulação representa uma ameaça constante às sociedades.

Cooperação em Segurança e Comércio

Durante a cerimônia, Lula anunciou a reabertura da adidância da Polícia Federal em Quito, reforçando a colaboração entre Brasil e Equador no combate ao crime organizado. Ele afirmou que não é necessário classificar organizações criminosas como terroristas para enfrentar esses desafios. Noboa, por sua vez, minimizou as diferenças ideológicas, enfatizando que o foco deve ser em soluções práticas para a população.

Além das questões de segurança, os presidentes discutiram a integração comercial. Lula propôs a redução de barreiras alfandegárias entre os dois países, mencionando a importação de banana e camarão do Equador e solicitando a abertura do mercado equatoriano para a carne suína brasileira. Essa iniciativa visa expandir os mercados para produtos brasileiros, especialmente em um contexto de tarifas elevadas impostas pelos Estados Unidos.

Memorandos de Cooperação

Os líderes assinaram memorandos de cooperação em diversas áreas, incluindo combate à fome e desenvolvimento de inteligência artificial. Lula destacou a importância de criar um modelo latino-americano de IA, que beneficie a região como um todo. A visita de Noboa ao Brasil reforça o compromisso de ambos os países em trabalhar juntos em questões de segurança e desenvolvimento econômico, buscando soluções que atendam às necessidades de suas populações.

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