- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfrenta críticas por sua gestão em conferências sobre igualdade racial, direitos LGBTQIA+ e de mulheres.
- As queixas aumentaram após a decisão de realizar a 5ª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial e a 4ª Conferência Estadual LGBTQIA+ de forma remota.
- Problemas apontados incluem a falta de apoio financeiro para deslocamentos e a ausência de garantias para hospedagem e alimentação dos participantes.
- A Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) protocolou uma ação no Ministério Público para exigir que o governo custeie essas despesas.
- O governo estadual afirmou que é responsável apenas pela infraestrutura dos eventos e defendeu a realização digital como forma de ampliar a participação.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tem enfrentado críticas de movimentos sociais e da oposição por sua gestão em conferências sobre igualdade racial, direitos LGBTQIA+ e de mulheres. As queixas se intensificaram após a decisão de realizar a 5ª Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial e a 4ª Conferência Estadual LGBTQIA+ de forma remota, o que limita a participação efetiva dos delegados.
Entre os principais problemas apontados estão a falta de apoio financeiro para deslocamentos e a ausência de garantias para hospedagem e alimentação dos participantes. Lourdes Andrade Simões, militante da Marcha Mundial das Mulheres, destacou que o ambiente virtual prejudica a troca de experiências e a formulação de propostas. Ela ressaltou que a falta de infraestrutura digital em algumas regiões pode excluir mulheres que não têm acesso à internet de qualidade.
Críticas e Ações
A Bancada Feminista do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) protocolou uma ação no Ministério Público para exigir que o governo custeie as despesas de hospedagem e alimentação dos delegados. A deputada estadual Beth Sahão (PT) também criticou a gestão de Tarcísio, afirmando que a exclusão de representantes da sociedade civil limita a diversidade de vozes nos eventos.
Em resposta, o governo estadual afirmou que é responsável apenas pelo custeio do local e da infraestrutura durante os eventos, enquanto as despesas de hospedagem são consideradas de caráter pessoal. A Secretaria de Políticas para a Mulher defendeu a realização das conferências de forma digital, alegando que isso poderia ampliar a participação feminina e promover inclusão.
A situação levanta questionamentos sobre a efetividade das conferências e a real intenção do governo em promover um diálogo amplo e representativo sobre questões sociais fundamentais.
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