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Mulher vítima de tentativa de feminicídio vendia trufas para pagar faculdade

Eweline Rodrigues, ex-vítima de feminicídio, se tornou traficante e foi encontrada morta; polícia investiga suas conexões com facções criminosas

Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”, era casada e tinha dois filhos (Foto: Reprodução)
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  • Eweline Passos Rodrigues, gaúcha de 26 anos, foi encontrada morta em Cascadura, no Rio de Janeiro.
  • Ela se tornou foragida após uma tentativa de feminicídio em agosto de 2022 e se envolveu com o tráfico de drogas.
  • Conhecida como Diaba Loira, Eweline foi presa por tráfico e burlou a tornozeleira eletrônica, levando à sua fuga.
  • A Polícia Civil investiga suas conexões com facções fluminenses, como o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro.
  • Sua morte levanta questões sobre a proteção de mulheres vítimas de violência e a eficácia das medidas legais existentes.

Eweline Passos Rodrigues, gaúcha de 26 anos, foi encontrada morta em Cascadura, no Rio de Janeiro, após se tornar foragida. A jovem, que havia sobrevivido a uma tentativa de feminicídio em agosto de 2022, se envolveu com o tráfico de drogas e foi identificada como a traficante conhecida como Diaba Loira.

O perfil de Eweline no Facebook, ativo até junho de 2022, mesclava sua vida pessoal e profissional, com foco na venda de perfumes e trufas. Após o ataque de seu ex-companheiro, pai de seus filhos, ela passou a viver sob constante ameaça, o que a levou a se mudar para o Rio de Janeiro. O crime, que a deixou em estado grave, resultou em uma cirurgia de emergência e em medidas protetivas que não foram respeitadas.

A trajetória de Eweline mudou drasticamente após o ataque. Em 2023, ela foi presa por tráfico de drogas e, mesmo após conseguir liberdade provisória, burlou a tornozeleira eletrônica e se tornou foragida. A Polícia Civil investiga sua ligação com facções fluminenses, incluindo o Comando Vermelho e o Terceiro Comando Puro.

Eweline, que usava a venda de trufas para financiar seus estudos em Direito, viu sua vida se transformar em um ciclo de violência e crime. Sua morte, ocorrida na última quinta-feira, levanta questões sobre a proteção de mulheres vítimas de violência e a eficácia das medidas legais existentes. A investigação continua, com a polícia buscando esclarecer as circunstâncias de seu assassinato e suas conexões com o tráfico de drogas.

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