- Três mulheres desapareceram em Ilhéus, Bahia, enquanto caminhavam na Praia do Sul no dia quinze de agosto.
- Os corpos de Alexsandra Oliveira Suzart, Maria Helena do Nascimento Bastos e Maria Bastos da Silva foram encontrados no dia seguinte, com marcas de facadas.
- O cachorro que as acompanhava foi encontrado vivo, amarrado a uma árvore nas proximidades.
- A Prefeitura de Ilhéus decretou luto oficial e houve protestos exigindo justiça e segurança na região.
- O caso destaca a crescente violência contra mulheres no Brasil, com um aumento nas denúncias de violência em relação ao ano anterior.
A Polícia Civil da Bahia investiga o assassinato de três mulheres em Ilhéus, ocorrido na Praia do Sul. As vítimas, Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos; Maria Helena do Nascimento Bastos, 41; e Maria Bastos da Silva, 20, desapareceram na sexta-feira (15) e foram encontradas mortas no dia seguinte, com marcas de facadas.
As professoras da rede municipal de Ilhéus saíram para caminhar por volta das 17h30 e não retornaram. O cachorro que as acompanhava foi encontrado vivo, amarrado a uma árvore nas proximidades dos corpos. A Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus lamentou a tragédia e decretou luto de três dias.
Repercussão e Mobilização
Após a descoberta dos corpos, a Prefeitura de Ilhéus decretou luto oficial e expressou solidariedade às famílias. Em nota, a administração municipal destacou a contribuição das vítimas para a educação local. “Alexsandra e Maria Helena dedicaram suas vidas ao serviço público”, afirmou a nota.
No domingo (17), um grupo de mulheres realizou um protesto exigindo justiça e segurança na região. A Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia acompanha as investigações e pede rigor na apuração. O Núcleo de Homicídios de Ilhéus já coletou imagens de câmeras de segurança e material genético para análise.
Dados Alarmantes
O caso ocorre em um contexto preocupante de violência contra mulheres no Brasil. De acordo com o Ministério das Mulheres, entre janeiro e julho deste ano, o Ligue 180 registrou 594.118 atendimentos e 86.025 denúncias de violência, um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior. A maioria das vítimas é heterossexual e negra, e em quase 50% dos casos, os suspeitos são parceiros ou ex-parceiros.
As investigações continuam, e a comunidade local se mobiliza em busca de justiça e medidas efetivas para garantir a segurança das mulheres.
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