- O influenciador digital Vinicius Oliveira Santos, conhecido como Boca de 09, foi abordado pela Polícia Militar de São Paulo enquanto dirigia sem habilitação no bairro de Perus.
- Durante a abordagem, ele afirmou que o carro era da mãe e não apresentou documentos.
- Os policiais não aplicaram multa e elogiaram o trabalho do influenciador, posando para fotos durante a transmissão ao vivo.
- A Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo abriu um procedimento disciplinar para investigar a conduta dos policiais.
- Boca de 09 já havia sido criticado anteriormente por intolerância religiosa e abordado por guardas civis, sendo liberado sem penalidades.
O influenciador digital Vinicius Oliveira Santos, conhecido como Boca de 09, foi abordado pela Polícia Militar de São Paulo na madrugada de sábado para domingo, enquanto dirigia sem habilitação no bairro de Perus. Durante a abordagem, ele admitiu que o carro pertencia à sua mãe e não apresentou documentos.
Os policiais, em vez de aplicar uma multa, interagiram de forma amigável com o influenciador, elogiando seu trabalho e até posando para fotos. O episódio foi transmitido ao vivo em uma de suas lives, gerando polêmica nas redes sociais. Boca de 09 afirmou: “Não tenho carteira, não tenho habilitação, não tenho nada”.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo informou que um procedimento disciplinar foi aberto para investigar a conduta dos policiais. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, dirigir sem habilitação é uma infração gravíssima, com penalidades que incluem multa de R$ 880,41 e apreensão do veículo.
Além disso, a Uber, procurada para comentar sobre a situação, afirmou que não recebeu informações suficientes para verificar a relação do influenciador com o aplicativo. Boca de 09 se refere a suas atividades como “Uber Maluco” em suas transmissões, mas a empresa destacou que o uso de sua marca não implica em qualquer vínculo oficial.
Esse não é o primeiro episódio polêmico envolvendo o influenciador. Recentemente, ele foi criticado por intolerância religiosa após se referir de forma pejorativa a uma mulher que saía de um terreiro de candomblé. Na mesma noite, foi abordado por guardas civis em São Caetano do Sul e liberado sem penalidades. A Prefeitura local também abriu um procedimento interno para investigar a conduta dos agentes.
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