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Câmara aprova 330 novas funções comissionadas para o Superior Tribunal de Justiça

Projeto de lei cria 330 funções comissionadas no STJ e prevê gastos de R$ 8,7 milhões em 2025 e R$ 17,5 milhões a partir de 2026

Superior Tribunal de Justiça (STJ). (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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  • A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria 330 funções comissionadas para os gabinetes dos 33 ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
  • O projeto segue agora para o Senado e visa valorizar o trabalho na atividade-fim da Corte.
  • Cada gabinete do STJ conta atualmente com 38 servidores, sendo 24 efetivos e 22 em funções comissionadas, com salários entre R$ 1,4 mil e R$ 2,6 mil.
  • As novas funções terão um salário de R$ 3.663,71, com previsão de gastos de R$ 8,7 milhões em 2025 e R$ 17,5 milhões a partir de 2026.
  • Oito das funções atuais serão remanejadas para setores responsáveis pela distribuição de processos e cumprimento de determinações judiciais.

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, 19, um projeto de lei que cria 330 funções comissionadas para os gabinetes dos 33 ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A proposta, que agora segue para o Senado, visa valorizar o trabalho na atividade-fim da Corte, segundo o relator, deputado Gabriel Nunes (PSD-BA).

De acordo com o presidente do STJ, Herman Benjamin, cada gabinete conta atualmente com 38 servidores, sendo 24 efetivos. Destes, 22 ocupam funções comissionadas, com salários que variam de 1,4 mil a 2,6 mil reais. As novas funções terão um salário de 3.663,71 reais. O projeto prevê um gasto de 8,7 milhões de reais em 2025 e 17,5 milhões a partir de 2026.

Críticas e Apoios

Durante a discussão em plenário, a deputada Érika Kokay (PT-DF) defendeu que a medida fortalece os servidores que atuam no Judiciário. Contudo, houve críticas à proposta. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) questionou a falta de mecanismos de controle e eficiência, considerando a criação das funções como um aspecto de “mordomia” para o STJ.

Além disso, o projeto prevê que oito das funções atuais sejam remanejadas para setores do tribunal responsáveis pela distribuição de processos e cumprimento de determinações judiciais. A expectativa é que as novas funções ajudem a reduzir a rotatividade de pessoal qualificado na Corte.

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