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Cármen Lúcia critica resistência à presença feminina nos tribunais brasileiros

Cármen Lúcia alerta para resistência à presença feminina nos tribunais e critica retrocesso na igualdade de gênero na Justiça Eleitoral

Ministra do STF Cármen Lúcia (Foto: Antonio Augusto/STF)
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  • A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, criticou a falta de apoio à presença feminina nos tribunais do Brasil.
  • A declaração ocorreu durante o julgamento que reverteu a formação de uma lista tríplice apenas com advogadas para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
  • Cármen Lúcia afirmou que alguns tribunais esperam sua saída da presidência, prevista para o próximo ano, para tentar derrubar a Resolução 23.746.
  • Essa resolução, aprovada em março de 2023, determina que as listas tríplices para preenchimento de vagas na Justiça Eleitoral devem incluir homens e mulheres.
  • A mudança na lista do TRE-RJ foi decidida após um questionamento do ministro André Mendonça, que argumentou que a lista anterior foi aprovada antes da resolução do TSE.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, denunciou a má vontade em relação à presença feminina nos tribunais do Brasil. A declaração foi feita durante o julgamento que reverteu a decisão de formar uma lista tríplice apenas com advogadas para o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

Cármen Lúcia afirmou que alguns tribunais aguardam sua saída da presidência, prevista para o próximo ano, para tentar derrubar a Resolução 23.746, que estabelece a alternância de gênero nas indicações aos TREs. “A má vontade é óbvia com a presença de mulheres”, destacou a ministra.

A Resolução 23.746, aprovada em março de 2023, determina que as listas tríplices para preenchimento de vagas na Justiça Eleitoral devem incluir tanto homens quanto mulheres, visando a igualdade de gênero. No caso do TRE-RJ, o TSE decidiu que a próxima lista para a sucessão do desembargador Fernando Marques de Campos Cabral Filho não será composta apenas por mulheres, como inicialmente previsto.

A mudança ocorreu após uma questão de ordem levantada pelo ministro André Mendonça, que argumentou que a lista anterior foi aprovada antes da resolução do TSE. O entendimento foi apoiado por unanimidade pelos demais ministros, evidenciando um retrocesso nas iniciativas de promoção da igualdade de gênero na Justiça Eleitoral.

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