- Em 17 de abril de 2024, Israel registrou protestos e greves com a participação de 2,5 milhões de pessoas.
- As manifestações exigem a libertação de 50 reféns mantidos pelo Hamas desde 7 de outubro de 2023 e o fim da guerra em Gaza.
- Em Tel Aviv, cerca de 500 mil pessoas se reuniram na Praça dos Reféns, a maior manifestação desde setembro de 2024.
- Museus e centros culturais apoiaram a greve, com o Museu de Arte de Tel Aviv exibindo mensagens de apoio e o Museu de Israel iluminando seu Santuário do Livro em amarelo.
- A mobilização reflete o descontentamento da população israelense e a busca por soluções pacíficas para a crise atual.
Protestos em Israel exigem libertação de reféns e fim da guerra em Gaza
Em 17 de abril de 2024, Israel viveu um dia histórico de protestos e greves, com 2,5 milhões de pessoas se mobilizando em diversas cidades. O movimento, que pede a libertação de 50 reféns mantidos pelo Hamas desde 7 de outubro de 2023, também clama pelo fim da guerra em Gaza.
Os organizadores relataram que as manifestações incluíram carreatas, bloqueios de estradas e rondas de apoio em frente às casas de membros do governo. Em Tel Aviv, cerca de 500 mil pessoas se reuniram na Praça dos Reféns, marcando a maior manifestação desde setembro de 2024, quando seis reféns foram mortos.
Mobilização da Comunidade Artística
A greve foi apoiada por diversas instituições, incluindo universidades e empresas de tecnologia. Embora a Histadrut, a central sindical de Israel, não tenha oficializado a greve, muitos museus e centros culturais se uniram ao movimento. O Museu de Arte de Tel Aviv abriu suas portas para os manifestantes, exibindo mensagens de apoio em suas telas.
O Museu de Israel, em Jerusalém, iluminou seu famoso Santuário do Livro com a cor amarela, simbolizando a dor e a luta pela libertação dos reféns. A diretora do Museu de Arte de Tel Aviv, Tania Coen-Uzzielli, destacou a importância de expressar indignação diante da crise humanitária em Gaza.
Apoio das Instituições de Ensino
A União dos Curadores incentivou os membros a participarem da greve, e a Academia Bezalel de Artes e Design também se juntou ao movimento. Outras instituições, como o Centro de Arte Contemporânea de Tel Aviv, suspenderam suas atividades em solidariedade às famílias dos reféns e em protesto contra a guerra.
As manifestações refletem um crescente descontentamento entre a população israelense, que busca soluções pacíficas e humanitárias para a crise atual. A mobilização em massa demonstra a urgência da situação e a determinação do povo em exigir mudanças significativas.
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